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Normalmente, quem possui um animal de estimação cuida dele com carinho e, na maioria das vezes, a ligação é tão intensa que o bichinho entra até para a família. E quando ele morre? O que fazer? Em Teresina, por exemplo, existe um cemitério público exclusivo para enterrar gatos e cachorros.

Inaugurado em 2009, o cemitério Cadelinha Sasha fica localizado na Universidade Federal do Piauí (UFPI), no campus Petrônio Portela, Zona Leste da capital. Com uma área de mil metros quadrados e quase duzentos jazigos, o local é o único público no país, segundo o diretor do Hospital Veterinário Universitário (HVU), João Macedo.

“Os donos que quiserem enterrar seus bichos de estimação pagam apenas uma taxa no valor de R$ 60 para cobrir os custos com o jazigo e o sepultamento, ao contrário de outros cemitérios que existem no Brasil”, esclarece.

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João Macedo contou ainda que cerca de 99% dos cemitérios para animais no país são particulares e neles há a cobrança de valores bem maiores para os enterros. “No estado de São Paulo, na cidade de Botucatu, o cemitério para animais cobra valores diferenciados. Cada sepultamento custa mais de R$ 200 e os bichos ficam em túmulos iguais aos de Teresina. Em Botucatu ainda é cobrada anualmente uma taxa de manutenção de mais de R$ 100”, explicou.

A despedida dos animais é semelhante ao de um ser humano, com orações, velório e túmulos. De acordo com o responsável pela manutenção do cemitério, Reginaldo Sousa, a comoção é maior no Dia de Finados. “Muitos túmulos costumam receber visitas frequentemente, mas é no Dia de Finados que a movimentação surpreende. É tanta gente que o pessoal não consegue nem estacionar os carros na frente porque não tem espaço”, afirma Reginaldo.

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José Lima Júnior enterrou o seu gato de estimação no Cadelinha Sasha. Em entrevista ao G1 Piauí, ele contou que essa foi a única forma de amenizar a dor pela perda de um ser que considerava como parte da família. “O meu gato Pascal está enterrado há mais de dois anos, quando morreu envenenado. Optamos por enterrá-lo pelo apego e amor. Não íamos jogar no lixo porque o considerávamos da família”, disse.

O serviço oferecido no local é sem fins lucrativos e exclusivo do estado. Além do sentimento existente entre os donos dos bichos, o cemitério tem uma função importante na preservação ambiental.

De acordo com João Macedo, alguns estudos apontam que a decomposição de animais tem poder de contaminação do solo próximo ao de seres humanos. “O cemitério de animais daqui é um serviço acessível para a população. Com ele resolvemos dois problemas: os das famílias que perdem os seus queridos bichinhos e os descartes nos lixões, que acabam contaminando o solo”, conta.

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Ainda conforme o diretor do HVU, para amenizar a superlotação, já existe um projeto para ampliação do local e a instalação de um crematório. “A ideia do crematório seria uma aquisição muito importante para o nosso hospital veterinário, um grande avanço. Se o reitor concordar, vou tentar realizá-la ainda este ano”, declarou o gestor.

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