A produção da indústria brasileira cresceu 2,5% em janeiro deste ano com relação a dezembro de 2012, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta, que já considera descontadas as influências sazonais, é a maior desde março de 2010, quando a produção da indústria brasileira cresceu 3,4%. Em dezembro, a indústria ficara praticamente estagnada, com alta de 0,2%. Em novembro, o resultado fora de queda de 1,3%.

Na comparação com janeiro de 2012, produção industrial cresceu 5,7% no primeiro mês deste ano, na expansão mais elevada desde fevereiro de 2011 (quando foi de 7,5%), nesse tipo de comparação.

Com o resultado, o indicador acumulou, nos 12 meses até janeiro, queda de 1,9%, redução com relação ao recuo de 2,6% registrado nos 12 meses encerrados em dezembro.

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Sem ajuste sazonal, a indústria apontou expansão de 5,7% em janeiro sobre dezembro, interrompendo dois meses seguidos de quedas no tipo de comparação, diz o IBGE (-0,8% em novembro e -3,5% em dezembro).

“Em síntese, o setor industrial no início de 2013 volta a mostrar um quadro de maior ritmo produtivo, expresso sobretudo na expansão de 2,5% na comparação janeiro de 2013 com dezembro de 2012, após registrar comportamento predominantemente negativo nos últimos meses de 2012”, destaca o IBGE, em relatório.

Expansão ‘generalizada’
De acordo com o IBGE, a expansão em janeiro ocorreu de forma generalizada, alcançando todas as categorias de uso e 18 dos 27 ramos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências positivas foram registradas por veículos automotores (4,7%), refino de petróleo e produção de álcool (5,2%), máquinas e equipamentos (5,7%), farmacêutica (5,6%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (10,5%), diz o IBGE.

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Neste mês, o setor de veículos automotores interrompeu o comportamento negativo ocorrido desde novembro, período em que acumulou perda de 4,5%, diz.

Entre as nove atividades que reduziram a produção, as maiores contribuições para a média global foram registrados por indústrias extrativas (-6,6%), fumo (-53,5%) e outros equipamentos de transporte (-4,3%), cita o instituto.

Setores
O IBGE destaca que o setor produtor de bens de capital interrompeu 16 meses de queda e cresceu 17,3% no índice mensal, a expansão mais intensa desde fevereiro de 2011 (quando foi de 19,4%) no tipo de comparação.

O segmento de bens de consumo duráveis registrou alta de 10,3%, a taxa mais elevada desde outubro do ano passado (12,9%). O setor de bens de consumo semi e não-duráveis apresentou alta de 3% no índice mensal.

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