Visita Wellington Câmara
Vereadores se reuniram com o Deputado Wellington Fagundes – Foto: Assessoria

A obra que acabou se tornando o cartão postal negativo de Rondonópolis, a Travessia Urbana, foi o tema central da conversa entre o Deputado Federal Wellington Fagundes (PR) e os vereadores, na manhã desta segunda-feira (4), na Câmara Municipal.

A visita do Parlamentar tinha por objetivo fomentar a discussão para que a Câmara de Vereadores criasse a “TV Câmara”, com obtenção de canal digital, órgão que transmitiria as atividades da vereança em canal aberto à população de Rondonópolis, e ainda poderia retransmitir os sinais da TV Assembleia e TV Câmara e TV Senado.

No entanto, os questionamentos sobre a obra da Travessia Urbana roubaram a cena. Os vereadores, em uníssono, apresentaram a insatisfação da população rondonopolitana que se sente envergonhada e lesada.

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O deputado se defendeu, afirmando que o papel do parlamentar é conseguir o recurso, ficando a confecção do projeto e sua execução por conta do Ministério do Transporte (via DNIT) e da Prefeitura Municipal, órgão com o qual foi firmado o convênio.

Wellington ainda afirmou que o projeto tem dez anos, sendo inadequado, portanto, para a realidade de tráfego atual do trecho. “É necessário que outro seja feito, nos moldes do projeto de duplicação da BR-364, senão a Travessia Urbana não vai aguentar o movimento enorme de carretas sobre ela”, afirmou o parlamentar.

Os vereadores não se satisfizeram com as explicações. Para Carlos Vanzeli (PDT), “é hora de abandonar discursos demagógicos. Todos tem sua parcela de culpa e responsabilidade, quem consegue verba, quem faz o projeto, quem o executa, quem autoriza os pagamentos e quem mete a mão no dinheiro público, principalmente. Porque se ninguém for responsabilizado, mais uma vez é o povo quem vai pagar a conta e ‘micar’ com o problema, fruto do desrespeito, prevaricação e incompetência de todos os envolvidos”, disparou Vanzeli.

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Além disso, o vereador questionou o fato de uma obra dessa envergadura ter sido entregue a execução por uma empresa que, notoriamente, não detinha capacidade técnica, nem expertise, para tanto. “Não sei a quem interessava que esta empresa executasse o projeto. Ao povo rondonopolitano, certamente que não”, finalizou o vereador.

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