O Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen) debatera com os secretários de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Luiz Antônio Possas, da secretaria de Estado de Administração, (SAD) Francisco Faid, de uma reunião convocada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para a negociação da pauta de reivindicação estabelecida pela categoria.

De acordo com a assessoria, eles aceitaram assinar um documento em juízo pelos respectivos responsáveis por cada item reivindicado, com datas para serem cumpridas. Na sexta-feira (12), o sindicato fará assembleia para que a categoria possa apreciar e votar a proposta. Dos 10 itens da pauta, nove já foram atendidos ou encaminhados. “Somente o reajuste salarial que não temos como discutir agora. Depois do reajuste linear para todos os servidores, no dia 1º de maio, é que poderemos discutir esse assunto, ou melhor, a partir do dia 15 de maio”, disse Faiad.

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Já o presidente do sindicato, João Batista, discordou que os nove pontos já estivessem sido atendidos. “Até o momento, não temos prazos, não temos nenhum documento com datas para as promessas serem cumpridas”, disse, por meio de assessoria.

Também participaram da reunião o Juiz da Vara  de Execução  Penal, Geraldo Fidelis e o assessor jurídico do sindicato, Carlos Frederick.

A greve, conforme Só Notícias já informou, iniciou na quinta-feira (4) , com adesões de agentes prisionais em Sinop, Sorriso, Peixoto de Azevedo, dentre outras cidades. Apenas 30% do efetivo é mantido. Em Sinop, com a paralisação, apenas cinco agentes permanecem trabalhando.

Eles reivindicam, junto ao governo do Estado, reajuste salarial de 25% de reposição salarial referente as perdas do ano passado e 25% de aumento para este ano, convocação de servidores, adicional de insalubridade, entre outras.

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Os atendimentos que estão suspensos por tempo indeterminado são atendimento aos advogados, oficiais de justiça (exceto alvará de soltura), banho de sol na quadra de esportes, visita a segregado, assistências penais (educacionais, laborativas e religiosas), atendimento a pauta da justiça, atendimento a saúde – exceto urgência e emergência.

Os serviços de alvará de soltura, entrega de alimentação, medicamentos de uso contínuo, ronda, guarita e vigilância não deverão ser comprometidos durante a greve.

O secretário de Estado de Administração, Francisco Faiad, garantiu que o Estado já se comprometeu em implantar o adicional de insalubridade aos servidores e também a convocação de 330 agentes prisionais, aprovados em concurso público.

Atualmente 2,2 mil servidores integram o sistema prisional divididos em agentes penitenciários, assistentes e profissionais de saúde como médicos, psicólogos e dentistas.

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