No primeiro trimestre, a produção atingiu 265 toneladas e já comercializaram 170 mil quilos.
No primeiro trimestre, a produção atingiu 265 toneladas e já comercializaram 170 mil quilos.

Em busca de alternativa de renda e abertura de novos mercados, 16 agricultores familiares do município de Tabaporã investiram no cultivo da abóbora Kabotiá. No primeiro trimestre, a produção atingiu 265 toneladas e já comercializaram 170 mil quilos. A maior parte do produto foi vendida no Estado por R$ 0,40 o quilo, preço abaixo do solicitado. O agricultor, Paulo Camporezzi, fala que para ampliar a área e manter a produção o preço deveria chegar a R$ 0,60 o quilo.

Há três anos, com o plantio de moranga ou abóbora hibrída tipo Tetsukabuto (Kabotiá), numa área de 1,5 hectares, Camporezzi produz até 20 mil quilos. Segundo ele, o preço neste inicio de ano está bem abaixo das expectativas dos produtores, que já chegaram a comercializar o produto a R$ 0,70 o quilo. Na região, o cultivo atinge uma área de 20 hectares e a produtividade média chega a 13.200 kg/hectare. “Caso o preço aumente a minha intenção é ampliar a área para quatro hectares com o cultivo da abóbora”, enfatizou.

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O extensionista da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Antonio Sérgio Faustino da Silva, explica que o custo de produção está em torno de R$ 3.800,00 por hectare. Com o valor de R$ 0,40 o quilo da abóbora, o produtor recebe em torno de R$ 1.480,00 por hectare. Conforme Silva, embora seja pouco os produtores apostam na descoberta de novos mercados, e ao mesmo tempo na redução do custo de produção com a utilização de métodos alternativos de controle de pragas e doenças.

Antônio Silva destacou que na propriedade do agricultor Paulo estão tentando reduzir as perdas de colheita e pós-colheita que pode chegar, em alguns casos, a 15%. A colheita é feita manualmente e os frutos são armazenados em locais seco, sombreado e bem ventilado. Durante o armazenamento é feita inspeções periódicas eliminando os frutos danificados.

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