O São Paulo não depende mais dele para se classificar para a fase de mata-mata da Libertadores. Derrotado na noite desta quinta-feira pelo The Strongest, por 2 a 1, o time brasileiro precisará derrotar o Atlético-MG por dois gols ou mais de diferença na última rodada e torcer por um empate entre Arsenal de Sarandí e o próprio The Strongest. Caso vença por um gol de diferença, a torcida é pela vitória do time argentino. As duas partidas estão marcadas para as 22h da quarta-feira, dia 17 de abril.

Há, ainda, a possibilidade sorteio. Isso acontecerá caso o São Paulo vença os mineiros por 2 a 1 e o The Strongest fique no empate por 1 a 1 com o Arsenal de Sarandí.

O detalhe é que a equipe de Minas Gerais é a única invicta na competição, com cinco jogos, cinco vitórias, 16 gols marcados e oito sofridos. Além disso, o time de Cuca venceu as duas dos argentinos por 5 a 2. O São Paulo, por sua vez, perdeu uma por 2 a 1 e empatou a outra.

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O revés na altitude de La Paz ficou marcado pela alternância entre eficiência e deficiência de Rogério Ceni. Se o goleiro conseguiu converter o pênalti sofrido por Aloísio aos 44 minutos do 1º tempo, também falhou no chute de longe de Cristaldo. Atrasado e lento, o camisa 1 não conseguiu segurar o chute que foi do quase do meio de campo.

O jogo mal tinha começado, aliás, e o The Strongest já tinha mostrado que iria explorar a mudança de velocidade no ar rarefeito. Com dois chutes de fora da área nos dois minutos iniciais, a equipe boliviana encurralou o São Paulo e acabou saindo à frente aos 14 minutos. Soliz ganhou dividida com Denílson, carregou um pouco a bola e acertou o ângulo direito de Rogério Ceni, que nada pôde fazer. A tática dos donos da casa continuou a mesma, e Escobar quase aumentou o placar em outro tiro à distância.

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O São Paulo resolveu reagir em duas boas jogadas, ambas com Osvaldo pela direita. Na primeira, Ganso passou, o atacante chutou e Vaca fez excelente defesa. Depois, novamente pela direita, o jogador cruzou e acertou o travessão boliviano. Osvaldo era o nome da reação. Aloísio, aos 33 minutos, passou novamente para o camisa 17, aberto. Ele chutou de primeira e colocou a bola ao lado da meta defendida por Vaca.

Depois de tanto insistir pela direita, o São Paulo, enfim, conseguiu empatar, curiosamente, pela esquerda. Aloísio avançou na entrada da grande área e foi derrubado. Rogério Ceni converteu com a tranquilidade que já lhe é peculiar, aos 44 minutos do 1º tempo. Antes do apito final, Ney Franco ainda precisou fazer uma troca por causa dos efeitos de altitude. Maicon, reclamando de falta de ar, saiu para a entrada de Wellington.

No segundo tempo, o São Paulo começou um pouco mais tímido e mostrou que estava sentindo os efeitos da altitude em La Paz. A diferença de jogar nas montanhas bolivianas, aliás, foi nitidamente percebida aos 20 minutos. De longe, quase do meio de campo, Cristaldo deu um chute forte e viu Rogério Ceni falhar para poder comemorar.

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Novamente, o time brasileiro precisou sofrer o gol para melhorar. Aos 30, Aloísio fez boa jogada, entrou na área e bateu forte. Vaca conseguiu fazer a defesa em dois tempos. Como se não bastasse a derrota, o são-paulino teve uma péssima notícia ao ver Jadson sofrer o amarelo por empurrar o gandula. Foi a terceira advertência dele, o que faz o camisa 10 ser desfalque contra o Atlético-MG.

Com o cenário cada vez pior, Ney Franco partiu para tudo ou nada e escalou Wallyson no lugar de Denílson. De nada adiantou e a partida seguiu com a vitória dos bolivianos até o apito final.

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