A Travessia do Atlântico é um verdadeiro teste de resistência para Beto Pandiani e Igor Bely que estão cruzando o oceano da Cidade do Cabo (África do Sul) até Ilhabela (Brasil) a bordo de um catamarã sem cabine. As primeiras 1.000 milhas náuticas (1.852 quilômetros) já foram ultrapassadas e o veleiro está nos Trópicos, um pouco acima da latitude do litoral norte de São Paulo, destino final da aventura. Depois de sair do sul do continente africano com frio na semana passada, os dois ‘pegam’ calor forte durante o dia. Os ventos caíram nas últimas 48 horas e no mapa, que pode ser acompanhado em tempo real pelo site oficial da Travessia, o avanço foi pequeno. Porém, segundo o último relato de Beto Pandiani, o barco veleja com mais velocidade.

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“O vento voltou e já estamos novamente no caminho de casa. Comemoramos nossas primeiras 1.000 milhas náuticas. Estamos com condições boas agora. O calor é intenso e quando o sol está em cima de nós, haja protetor solar! As noites continuam frescas e até faz um friozinho gostoso, mas a água também esquentou e está com um tom de azul indescritível”, disse Beto Pandiani, que aproveitou a calmaria do dia anterior para arrumar o veleiro e tomar o primeiro banho em uma semana. “Já de roupa limpa, o Igor me perguntou aonde ia hoje à noite arrumado”.

Igor Bely conseguiu até nadar quando a situação estava mais calma na última quinta-feira (27), bem diferente do início da viagem quando paredes de água assustaram a dupla. “Após dois dias de muito vento, nós pegamos dois dias sem nada. Se você segue nossa aventura no mapa pode estar pensando: esses caras não sabem velejar. O mar está liso, sem vento. Parece que alguém mudou a água do mar para um azeite. Mesmo as tartarugas marinhas são mais rápidas do que nós”. O parceiro de Beto Pandiani completou: “É incrível como as coisas podem mudar rapidamente, dois dias atrás era frio e tivemos muito vento. Depois passou pra muito quente e sem vento”.

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A estratégia da dupla foi subir um pouco mais, em uma linha imaginária na reta do Espírito Santo e de Angola, para buscar vento e seguir em direção ao Brasil. Beto Pandiani e Igor Bely escolheram fazer uma parábola no caminho entre os continentes para evitar ainda mais zonas de tempo e mar ruim, mas as dificuldades são constantes, como a oscilação do vento e os perigos da Costa dos Esqueletos, que ficou para trás. A viagem é de 4.000 milhas náuticas (7.800 quilômetros), mas poderá chegar em 5.000 milhas náuticas (9.260 quilômetros).

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