A implantação da Ferrovia Integração Centro-Oeste (Fico) em Lucas do Rio Verde  proporcionará uma redução de aproximadamente 36% nos custos de transportes de soja até os portos. A análise foi divulgada, recentemente, pela Confederação Nacional de Transportes (CNT).

Foram analisadas quatro rotas, sendo duas já utilizadas: Lucas do Rio Verde- Paranaguá, pelo sistema rodoviário (envolvendo as BRs 163, 467 em Cascavel e 277 em Paranaguá), com custo estimado em R$ 232,74 por tonelada e, Lucas do Rio Verde-Santos, pelos sistemas rodoviário e ferroviário (BR-163 até Alto Araguaia e Ferrovia de Alto Araguaia até Santos), com custo calculado em R$ 158,28.

As outras duas rotas foram traçadas de Lucas até Itaqui (MA) e dependem da construção de trechos ferroviários. Na primeira rota, é analisado o uso apenas de ferrovia e, com isto, a CNT estima custo de R$ 148,58 por tonelada, no entanto, para entrar em funcionamento é necessário a construção da FICO e da expansão da Norte-Sul até Uruaçu (GO). Na outra rota, entre as mesmas cidades, o custo estimado é de R$ 211,96 por tonelada. Nesta, são utilizadas rodovias de Lucas até Uruaçu e, a partir deste ponto, segue de ferrovia até Itaqui.

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Para as simulações, foram utilizadas as informações de rotas factíveis ( ferrovias que ainda não existem mas estão previstas no Programa de Investimento em Logística lançado em agosto do ano passado) e dados da Aprosoja.  “As simulações evidenciam a redução de custos no transporte da soja com a utilização do modal ferroviário. É importante ressaltar que esse ganho de eficiência depende necessariamente de investimentos em infraestrutura de transporte”, destaca a CNT.

A análise ainda lembra que o sistema rodoviário é o principal meio utilizado para escoar a produção mato-grossense. “O custo de se transportar a soja da região Centro-Oeste do país até um porto na região Sudeste pelo modal rodoviário incorre em significativas perdas de competitividade para o agronegócio”.

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FERROVIAS NO BRASIL

As ferrovias surgiram durante o ciclo do café, que predominou da segunda metade do século 19 até meados de 1930. Na época, a economia do país era primordialmente agrícola e agroexportadora. Ano passado, a malha ferroviária do país alcançou 30.129 km de extensão, incluindo trens urbanos de passageiros.  O valor é inferior ao pico observado no início da década de 1960, quando a quilometragem total das ferrovias chegou a 38.287 km, mas é superior ao existente na década de 1980, quando a malha existente alcançou pouco mais de 28.942 km. . Atualmente, a densidade da malha ferroviária brasileira é de pouco mais de 3,3 km de linhas férreas por mil km quadrados  de território.

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