A Coreia do Norte barrou nesta quarta-feira (17) a entrada de empresários sul-coreanos no complexo industrial de Kaesong, o que afasta uma solução ao bloqueio do único projeto intercoreano, fechado há mais de uma semana por decisão de Pyongyang.

A recusa da permissão especial de acesso evidencia que o regime de Kim Jong-un não tem planos imediatos de modificar sua política de proibir a entrada de pessoal e materiais da Coreia do Sul no complexo industrial situado em território norte-coreano, a poucos quilômetros da fronteira com o país vizinho.

No último dia 3, Pyongyang proibiu a passagem de empregados e veículos sul-coreanos a Kaesong, e, cinco dias depois, retirou seus 54 mil trabalhadores do parque industrial, forçando a suspensão das atividades até hoje.

Leia também:  Dubai tenta se tornar a primeira cidade a produzir taxi de drone

Nesta quarta, uma porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul, encarregado das relações com o país vizinho, confirmou que “a Coreia do Norte negou oficialmente o pedido de entrada do grupo de dez empresários sul-coreanos”.

Os solicitantes, detalhou, pretendiam fazer uma visita pontual ao complexo para entregar alimentos aos seus compatriotas que ainda se encontram no local e comprovar o estado de suas fábricas.

Seul, cuja política é basicamente seguir esperando que o regime comunista mude de opinião, lamentou a decisão da Coreia do Norte, segundo o porta-voz do Ministério da Unificação.

O complexo industrial de Kaesong, vestígio da época de aproximação entre as duas Coreias no princípio da década passada, abriga 123 empresas sul-coreanas, que fabricam produtos com a barata mão de obra dos empregados da Coreia do Norte.

Leia também:  Cientistas criam método que detecta uso de cocaína pela impressão digital
Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.