Vereadores durante sessão desta quarta-feira - Foto: Varlei Cordova / AGORA MT
Vereadores durante sessão desta quarta-feira – Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

A votação para a implantação do Gabinete de Apoio a Segurança Pública (leia aqui) de autoria do Poder Executivo ‘esquentou o clima’ entre os vereadores durante a sessão da Câmara Municipal desta quarta-feira (17). Parte dos vereadores queria que o projeto fosse votado na sessão de hoje como regime de urgência, já outros defendiam a ideia de que a iniciativa precisaria ser analisada.

O vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB) disse que o projeto não era tão urgente, já que Percival demorou tanto para querer reativar e que por isso queria mais tempo para estudar esse novo gabinete que recebeu várias modificações. “Percival não manteve a Semasp só porque era do Ananias. Agora quer temos que votar com urgência”, diz.

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Fulô também aproveitou para lembrar que tem muito vereador que dizia que Segurança Pública era da responsabilidade do Estado e que agora está pedindo urgência para aprovar o projeto.

Thiago Silva (PMDB) também defendeu a mesma tese e falou que apesar de ser a favor da criação do Gabinete seria preciso estudar essa nova estrutura adotada pelo prefeito. “Estive comparando os projetos, Semasp e Gabinete, e percebi que vários itens foram tirados e que são importantes como é o caso do Núcleo de Combate as Drogas que era desempenhado na antiga Semasp”, fala.

Para Thiago de nada adianta criar algo só por criar e que não vai atingir o objetivo. “Temos que implantar algo que vai resolver o problema e sabemos que a questão com drogas é uma das principais causas dos crimes na cidade”, diz.

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Mesmo com votos contrários o regime de urgência foi aprovado e segue para a votação.

E O DINHEIRO?

O vereador Carlos Vanzeli (PDT) explicou que o dinheiro que estava previsto para manter a Semasp havia sido remanejado para outras áreas do município e que isso havia sido votado no início do ano pelos vereadores da Casa.

Vanzeli afirmou que quer a criação do Gabinete, mas que não vai votar a favor caso o dinheiro que será investido for retirado de áreas como a Saúde e Educação.

Com essa fala do Vanzeli, o vereador Fulô comentou que esse projeto será aprovado e que não descarta que esse recurso para manter o Gabinete tenha sim que vir dessas duas áreas. Fulô alegou que vai cobrar de Vanzeli uma posição devido a sua fala e que se ele votar realmente contra o projeto, Fulô o acompanhará.

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