Autoridades do Irã e do grupo denominado 5+1 (Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia, China e Alemanha) retomaram ontem  (5) em Alma-Ata, no Cazaquistão, uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano. A decisão do governo iraniano de manter o programa gerou sanções de parte da comunidade internacional que levanta suspeitas sobre os fins não pacíficos das ações.

Às vésperas da reunião de hoje, o principal negociador iraniano Said Jalili reiterou que seu país tem direito a desenvolver o programa nuclear. As autoridades iranianas negam que o programa será utilizado para atividades não pacíficas. Segundo Jalili, o Irã tem direito a desenvolver projetos de enriquecimento de urânio.

Integrantes do grupo 5+1, porém, demonstram otimismo em relação a progressos a alcançar nos dois dias de negociações. As últimas negociações ocorreram em 26 de fevereiro, também no Cazaquistão. Desde então, não houve avanços.

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Há cerca de dois meses, o grupo 5+1 ofereceu ao Irã a possibilidade de suspender algumas sanções, como o fim de restrições ao comércio de metais preciosos e de atividades bancárias. Em troca, sugeriu o fim do desenvolvimento das ações para o enriquecimento de urânio. Para parte da comunidade internacional, é fundamental o Irã fechar os reatores da cidade de Fordo.

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