O presidentes da Venezuela, Nicolas Maduro, e de Cuba, Raúl Castro. (Foto: Ismael Francisco / Cubadebate / AP Photo)
O presidentes da Venezuela, Nicolas Maduro, e de Cuba, Raúl Castro. (Foto: Ismael Francisco / Cubadebate / AP Photo)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reafirmou neste sábado (27) a aliança “de irmandade” com Cuba, iniciada por Hugo Chávez, durante uma visita à ilha, na qual se reuniu com os irmãos Castro e onde ambos os países assinaram novos acordos para ratificar e fortalecer sua relação bilateral.

“Nós viemos a Havana para dizer ao povo da Venezuela, ao povo de Cuba, a todos os povos da América Latina (…): Cuba e Venezuela vão continuar trabalhando juntos”, disse Maduro no encerramento da 13ª Reunião Intergovernamental entre os países. “Viemos para ratificar uma aliança estratégica, histórica, que atravessa os tempos (…) que mais do que aliança é irmandade. Somos dois povos irmãos”, acrescentou o presidente venezuelano.

Em sua primeira viagem oficial ao exterior desde que tomou posse como presidente em 19 de abril, Maduro cumpriu um programa que incluiu um encontro de cinco horas e meia com o ex-presidente cubano Fidel Castro, de 86 anos e afastado do poder desde 2006.

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Ambos dedicaram boa parte desse encontro a lembrar de Chávez e a aliança que este e o líder da revolução cubana selaram entre Caracas e Havana, segundo declarou Maduro a jornalistas.

Presumivelmente, pela extensão da reunião com o líder da revolução cubana, a cerimônia oficial de recepção a Maduro e sua reunião com Raúl Castro aconteceram com cerca de quatro horas de atraso.

Em seguida, Maduro e Raúl Castro encerraram a Reunião Intergovernamental, que acontece desde sexta-feira (26) passada, na qual se aprovou o início durante 2013 de 51 novos projetos em ambos os países, em matéria de educação, saúde, esporte, cultura, alimentação, construção, transporte, comunicações, energia e para fortalecer seus missões sociais.

Os governos de Havana e Caracas acertaram um investimento conjunto de US$ 2 bilhões durante este exercício e assinaram também um memorando para desenvolver uma agenda econômica bilateral de médio e longo prazo.

Com esses acordos, os governos dos dois países dão continuidade ao convênio de cooperação que assinaram no ano de 2000 Chávez e Fidel Castro, e que tornou a Venezuela o principal aliado político e econômico de Cuba.

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“A marca de Chávez está fresca, é nossa marca, e nela seguem nossos passos, pelos passos da união com Cuba, pelos passos da revolução, de independência, e da revolução socialista da América do século XXI”, disse Maduro.

O venezuelano aproveitou para agradecer a colaboração de Cuba com seu país, que permitiu construir 6.712 consultórios médicos na Venezuela, 561 centros de diagnóstico integral, 583 salas de reabilitação e 35 centros de alta tecnologia em saúde.

Raúl Castro ressaltou por sua vez a “vontade indeclinável de Cuba” de continuar sua cooperação “solidária” com a Venezuela, prestada por “milhares de compatriotas dispostos a compartilhar o destino do país com o bravo povo venezuelano”.

Também ratificou seu apoio a Maduro ao destacar que em 14 de abril, data das eleições presidenciais na Venezuela, foi conseguida “uma vitória decisiva”.

“A lealdade do presidente Nicolás Maduro a Chávez e a seu povo, e a firmeza diante dos ataques dos inimigos da revolução bolivariana e chavista incitaram a admiração de quem compartilha este momento histórico para a unidade de nossa América, para a qual tanto contribuiu a república bolivariana da Venezuela”, disse Raúl Castro.

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Sob o mandato de Chávez, a Venezuela se transformou em um aliado vital para Cuba, e ambos os governos mantêm desde o ano de 2000 um convênio que abrange acordos de todo tipo, incluindo um energético, pelo qual Cuba recebe 100 mil barris diários de petróleo.

Cuba paga parte desse petróleo com os serviços prestados na Venezuela por 32 mil médicos e técnicos de saúde, assim como outros profissionais de educação, esportes e assessores em diversos planos sociais.

Na reunião intergovernamental Cuba-Venezuela realizada em Havana e cuja próxima edição vai acontecer em Caracas no quarto trimestre deste ano, participaram entre outros o ministro de Petróleo e Mineração venezuelano, Rafael Ramírez, e o ministro das Relações Exteriores desse país, Elías Jaua, assim como vários membros do governo cubano.

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