Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) percorrem desde cedo a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes, em Brasília, pedindo o fim da impunidade no campo. Os manifestantes – estimados em 500 pela Polícia Militar e pelo MST – saíram por volta das 7h do acampamento onde estão alojados, no Setor de Indústria e Abastecimento, e caminharam até o Supremo Tribunal Federal, onde fizeram uma pausa às 9h40, para homenagear os 21 trabalhadores rurais sem terra mortos no Massacre de Eldorado dos Carajás, há 17 anos.

Além de lembrar os mortos, os manifestantes pedem agilidade no processo de reforma agrária. Segundo o movimento, há em todo país 150 mil famílias acampadas e 69 mil grandes propriedades improdutivas. Às 10h20, os manifestantes deixaram o STF e se dirigiram ao Ministério da Justiça, onde pedirão uma audiência para tratar da impunidade no campo e dos processos judiciais que, segundo eles, impedem a aquisição de 193 áreas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

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Durante a manhã, a Comissão de Direitos Humanos do Senado também realiza audiência sobre os conflitos agrários e a impunidade no campo. Segundo o MST, às 11h serão doadas, na Rodoviária do Plano Piloto, duas toneladas de alimentos cultivados sem agrotóxicos para a população. Os produtos, entre eles mandioca, batata-doce, quiabo, feijão-de-corda, abóbora e abobrinha verde são de assentamentos e acampamentos do Distrito Federal e Entorno.

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