Foto mostra fumaça momentos depois de uma das explosões na linha de chegada da Maratona de Boston. (Foto: David L. Ryan/The Boston Globe via Getty Images)
Foto mostra fumaça momentos depois de uma das explosões na linha de chegada da Maratona de Boston. (Foto: David L. Ryan/The Boston Globe via Getty Images)

Duas fortes explosões deixaram mortos e feridos na chegada da Maratona de Boston, nos EUA, nesta segunda-feira (15).

A polícia de Boston confirmou dois mortos e 23 feridos, mas disse que esse número pode aumentar. Veja a cobertura ao vivo na Globo News

O Hospital Geral de Massachusetts estava tratando 19 pessoas. O estado da saúde delas não foi divulgado. O “Boston Globe” afirmou que há mais de 100 pessoas sendo tratadas em hospitais locais.

Ainda não se sabia o que teria causado as explosões, que geraram uma cena de caos na cidade, com feridos e escombros pela rua e movimento de paramédicos.

Por precaução, a agência de aviação civil dos EUA fechou o espaço aéreo sobre a região de Boston.

Fontes policiais de alto nível ouvidas pela Reuters afirmaram que se tratou de “uma ou mais bombas”, e de que houve “muitas mortes”.
O incidente ocorreu no momento em que milhares de corredores terminavam a 117ª edicão da maratona, considerada a mais antiga do mundo, disputada desde 1897.

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Muitas pessoas estavam no local, em clima festivo, esperando pela chegada dos corredores.

Uma rádio local informou que a primeira explosão ocorreu perto de uma loja de equipamentos esportivos e a outra próximo a uma arquibancada.

Segunda a TV CBS, as duas explosões foram quase simultâneas.

Elas teriam ocorrido por volta das 14h45 locais (15h45 de Brasília), na Boylston Street, altura do número 673, de acordo com uma repórter da WBZ-TV.

Testemunhas falam ter visto feridos graves, com membros amputados, e muito sangue.
A prova deste ano era disputada por pelo menos 131 corredores brasileiros. O Itamaraty afirmou que não há registro de vítimas brasileiras.

Um porta-voz do evento disse a jornalistas que o hotel que serve como sede da maratona foi bloqueado após a explosão e que ninguém teria permissão de sair ou entrar do prédio.

O site oficial da Maratona afirmou que foram duas bombas, mas a polícia ainda não havia confirmado a informação.

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O canadense Mike Mitchell, de Vancouver, um atleta que terminou a maratona disse que estava olhando para trás na linha de chegada e viu uma “explosão enorme”.

A fumaça subiu 15 metros, disse Mitchell. As pessoas começaram a correr e gritar após ouvirem o barulho, acrescentou.

“Todo mundo está assustado”, disse Mitchell.

TERCEIRA EXPLOSÃO
A polícia também informou que uma terceira explosão atingiu a Biblioteca e Museu Presidencial JFK, também em Boston.

Rachel Day, porta-voz da biblioteca, disse que houve um incêndio no local, mas sem feridos.

A polícia afirmou ainda não saber se as duas explosões estão relacionadas e disse que nenhum outro explosivo foi encontrado.

Ed Harris, comissário de polícia, disse que não havia nenhuma ameaça anterior aos incidentes.

Os policiais também pediram que a população não se reúna em grupos e que procure se manter em suas casas.

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NOVA YORK EM ALERTA
O Departamento de Polícia de Nova York aumentou a segurança nos principais marcos turísticos de Manhattan, incluindo áreas próximas de importantes hotéis, em resposta ao incidente em Boston, disse o vice-comissário da polícia local, Paul Browne.

Browne afirmou à Reuters que a polícia de Nova York estava enviando veículos de contra-terrorismo para toda a cidade.

CAPITAL

A polícia da capital, Washington, também aumentou o nível de segurança. Um cordão de isolamento foi posto em frente à Casa Branca, residência oficial do presidente.

OBAMA

A Casa Branca informou que Barack Obama foi informado sobre as explosões e que ele ordenou que o governo dê todo o auxílio necessário às investigações.

Obama foi informado sobre o incidente por Lisa Monaco, conselheira de Segurança Interna, por Bob Mueller, diretor do FBI e por outros funcionários.

Ele ofereceu ao prefeito de Boston, Tom Menino, e ao governador de Massachusetts, Deval Patrick, todo o apoio necessário.

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