Cerca de 20 pessoas que viviam em condições de trabalho escravo em uma Fazenda em Itiquira foram regatadas, nesta quarta-feira (24), pelo Ministério do Trabalho em uma ação conjunta com o Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal.

Os trabalhadores, sendo a maioria da região nordeste, trabalhavam em média 12 horas por dia com a extração de madeira na Fazenda Cachoeira, que atua com o plantio eucalipto, e além da longa jornada de trabalho não recebiam a mínima condição de moradia e com direito a apenas uma folga por mês.

O procurador do ministério do trabalho, André Melatti, observou que os trabalhadores estavam em situação semelhante a escravo, em alojamento de lona e madeira, sem condições de higiene em razão do lixo e da falta de estrutura do banheiro e também a alimentação que é totalmente inapropriada.

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Melatti afirmou que as três empresas responsáveis pela situação de precariedade, sendo uma a proprietária da fazenda, a segunda   que realizou o plantio e a última a extração da madeira, serão autuadas pela condição de escravidão dos trabalhadores.

O gerente regional da Delegacia do Trabalho e Emprego, Dalmir Vaz, acrescentou que apesar de terem a carteira de trabalho assinada, nenhum dos direitos, como por exemplo, FGTS, foram pagos aos trabalhadores. “Eles tinham apenas a carteira assinada e nada mais”, disse Vaz e acrescentou os funcionários tiveram todas as condições de trabalho e dignidade violadas.

Com do resgate pelo Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho, os trabalhadores serão assistidos e receberão os pagamentos que lhes são direitos. Além da possibilidade de retornarem para as cidades de origem.

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