Lei fiscal do passe livre da IFMT  01
Centenas de alunos participaram da reunião – Foto: Varlei Cordova/AGORA MT

Estudantes e representantes do Poder Público se reuniram na manhã desta quinta-feira (4), no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), localizado na Vila Mineira em Rondonópois. A reunião serviu para discutir as alterações feitas na lei fiscal do Passe Livre estudantil no transporte coletivo urbano. As alterações foram validadas na última segunda-feira (1).

De acordo com Nilton César Ribeiro, diretor de ensino do IFMT, na época da implantação do passe livre toda a Cidade foi mobilizada e que para fazer a alteração, desta vez, o tema não entrou em discussão com a sociedade. “Nossos alunos na maioria moram longe, outros pegam dois ônibus para vir estudar, está muito confuso para eles”, contou.

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Dois vereadores estiveram presentes na reunião, explicando e respondendo questionamentos a alunos do IFMT.

Nilton se diz preocupado com a mudança da lei, já que alguns alunos não conseguem adquirir novamente o direito. “Todos estão fazendo o recadastramento, e muitos não conseguem. Com isso eles podem deixar de estudar por falta de auxilio no transporte dos mesmo”, explicou.

SAIBA MAIS

O passe livre foi implantado em Rondonópolis no ano de 2010, na gestão do ex-prefeito José Carlos do Pátio (PMDB). Na época era preciso constatar que entre a casa do aluno e a escola, fosse de pelo menos dois quilômetros e comprovar renda familiar de até um salário mínimo. Cerca de 1,5 mil estudantes foram atendidos em 2010.

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Já em junho de 2012, na gestão do ex-prefeito Ananias Martins (PR), atendendo a reivindicação do Diretório Central dos Estudantes (DCE), a alteração do benefício fez jus ao nome Passe Livre, onde qualquer estudante poderia utilizar do benefício em qualquer horário, não sendo necessário comprovar renda.

Este ano, os vereadores voltaram atrás e aprovaram a restrições ao Passe Livre estudantil no transporte coletivo urbano. Todos os alunos terão de refazer o recadastramento.

As alterações tiveram que ser implementadas porque não havia orçamento disponível neste ano para custear a isenção de todos os estudantes de Rondonópolis. A revisão começou a valer a partir desta segunda-feira (1).

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