Capacitação para aumento da produção. Esse foi o tom da 1ª reunião da Câmara Técnica da Ovinocultura de 2013 realizada na sala de reuniões da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf). O encontro, que reuniu integrantes de entidades ligadas à cadeia produtiva da criação de ovelhas, debateu as potencialidades e oportunidades da ovinocultura em Mato Grosso.

Em expansão desde 2007, a criação de ovinos é hoje um mercado promissor não só em Mato Grosso, como no País. A cada ano a atividade tem atraído investidores, atentos ao segmento que tem crescido economicamente.  De acordo com o zootecnista e coordenador da Câmara Técnica da Ovinocultura, Paulo de Tarso, tal cenário é consequência do aumento do consumo da carne, puxado pela população de maior poder aquisitivo que busca novidades e preciosidades nos restaurantes, churrascarias e hotéis finos do País. “Por ano a estimativa de crescimento do setor é de 27%. E para melhor aproveitar essa oferta, defendemos a capacitação de técnicos agrícolas, que possam levar o conhecimento aos mais de 570 produtores espalhados por Mato Grosso”, comenta Paulo de Tarso.

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Produção em grande escala, que atenda a demanda dos grandes centros brasileiros, é hoje um dos problemas levantados pelos participantes da Câmara Temática para o não emparelhamento do segmento, junto a outros setores fortes do agronegócio, como o bovino. Para mudar isso os integrantes da Câmara Técnica sugerem criação de linhas de apoio que incentivem os produtores rurais, de pequenas e médias propriedades, a ingressarem na cultura. “Há frigoríficos sedentos pela carne de ovelha. E Mato Grosso tem potencial para atender essa demanda, basta aumentar bem mais sua produção”, acrescenta Paulo de Tarso.

Para o abate dos ovinos em Mato Grosso, existem três plantas frigoríficas, sendo duas em Rondonópolis e Alta Floresta, aptas a comercializarem a carne em outros estados, e uma em Tangará da Serra, com permissão para o comércio dentro do município.

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Existem no Estado seis tipos de raça de ovinos. O setor gerou, somente no ano passado, R$ 50 mil de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com a venda a outros estados como São Paulo e Goiás.  O giro econômico é alto, segundo especialistas, e fica basicamente dentro do Estado.

A Câmara Técnica da Ovinocultura reúne integrantes das entidades: Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), Associação Matogrossense dos Municípios (AMM), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB-MT), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Banco do Brasil.

2ª reunião da Câmara Técnica da Ovinocultura desse ano está agendada para o dia 17 de junho, também na sede da Sedraf.

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