Duas agentes prisionais acusadas de facilitar a entrada de drogas e celulares na Cadeia Pública de Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a Oeste) foram presas, na manhã desta quarta-feira (03.04), na operação “Papuda”, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil. As investigações iniciaram há 1 ano com apreensão de 63 porções de maconha, 11 de pasta-base e celulares, encontrados dentro da cadeia durante vistorias nas celas.
As investigações conduzidas pelo núcleo de inteligência da Delegacia de Vila Bela, identificaram as agentes prisionais Alcimare Villas Boas do Nascimento, 28, e Josete Ribeiro da Cruz, 38. As duas agentes estão há dois anos na localidade, em estágio probatório. Elas foram presas por mandados de prisão preventiva, expedido pelo juiz da comarca, Leonardo de Araújo Costa Tumiati.
De acordo com o delegado Carlos Augusto Prado Bock, as agentes vão responder  pelos crimes de peculato, inserção de celular em cadeia e, possivelmente, por tráfico de drogas.
Conforme o delegado, quando as investigações começaram a cadeia pública recebia presos dos municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade e Pontes e Lacerda, com um total de 100 presos recolhidos na unidade prisional. Com a inauguração da cadeia pública de Pontes e Lacerda, em outubro do ano passado, a maioria dos presos foi transferidos para aquela unidade, permanecendo em Vila Bela 35 detentos.
No entanto, de acordo com as apurações, a entrada de drogas, celulares e bebidas alcoólicas continuou na cadeia. Tanto que em fevereiro deste ano novamente a Polícia apreendeu 22 celulares, 11 trouxinhas de maconha, “chuços”, facas e cordas do tipo “Maria Teresa”.
Na residência de Josete, os policiais apreenderam dois colchões de propriedade do Sistema Prisional e na casa de Alcimare três lenções, também do Sistema Prisional. Por conta das apreensões, as duas foram autuadas em flagrante no crime de peculato.
Para a operação foram mobilizados 12 policiais civis, entre eles 3 delegados de polícias, dos municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade e Pontes e Lacerda, sob a supervisão do delegado regional, José Emílio Gadioli, que iniciou o inquérito policial.
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