O presidente nacional do PPS, Roberto Freire - Foto: reprodução
O presidente nacional do PPS, Roberto Freire – Foto: reprodução

, deve finalizar nesta quarta-feira (16) as articulações para fusão entre o partido e o PMN. O líder nacional diz que o fortalecimento previsto da agremiação deverá antecipar passos para a construção de candidaturas próprias, inserindo Mato Grosso na lista de prioridades. No Estado, o presidente da sigla e prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz, foca pelo menos cinco parlamentares da Assembleia Legislativa que poderão migrar para a nova legenda, entre eles o atual secretário-geral do PR, Emanuel Pinheiro. E já fala em “bloco de novos prefeitos” que tendem a se unir aos planos para 2014, visando o Palácio Paiaguás.

A posição do PPS é posta no tabuleiro político em resposta à série de propostas em trânsito no Congresso Nacional que podem limitar ou até extinguir pequenos partidos. A fusão se coloca com espécie de revanche para matérias como a Reforma Política, no item específico que trata do fim das coligações nas proporcionais. Roberto Freire é categórico ao afirmar ser contrário à pauta. Antecipa a formação de um bloco de peso para se contrapor a medidas que tentam acabar com o processo democrático. O líder nacional faz contato com outros representantes renomados que poderão somar à nova sigla, mas prefere não antecipar nomes.

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Ele reclama das táticas utilizadas pelo PT no Congresso, que na sua opinião, tentam minar o surgimento de novas legendas. Está em jogo, nesse meio, a distribuição do Fundo Partidário. A tese de fusão foi aprovada no último fim de semana, por 87 membros da direção nacional do PPS, contra 4. O PPS contabiliza 11 deputados na Câmara Federal. O PMN conta com 3.

Freire concorda que é uma “tendência” o PPS se unir ao projeto de disputa à presidência da República, liderado pelo governador de Pernambuco, presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. “Não está fechada essa questão, mas é uma tendência”, disse ao avaliar que o partido discutirá com outros pré-candidatos o projeto 2014. “O PPS deve estar em majoritária”, se posicionou. Em relação a Mato Grosso, destaca que cabe à direção estadual buscar a concretização de boas vias. Assim, dá a deixa para que Percival Muniz abra conversações sobre a meta de alçar voos mais altos.

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Percival Muniz mantém entendimentos com “insatisfeitos”. No Parlamento Estadual já abriu entendimentos com a deputada Luciane Bezerra (PSB), Ezequiel Fonseca e Antônio Azambuja, ambos do PP, Dilmar Dal Bosco (DEM), além de Pinheiro. No leque de cortejados, deverá entrar o senador Pedro Taques (PDT). Também estão em pleno desenvolvimento as investidas sobre prefeitos, de “vários partidos”. Está marcado, na próxima sexta-feira, em Cuiabá, encontro sob comando de Percival, com líderes políticos. Deverá ser uma cartada do PPS para engrossar a lista dos possíveis adeptos à nova agremiação.

O PPS elegeu em 2002 o ex-governador Blairo Maggi, sigla que deixou no início de 2007, com a criação do PR, na fusão entre o PL e o Prona. Foi uma saída honrosa à época para minimizar o impacto da cláusula de barreira. No período, o PPS amargou desfiliação em massa, principalmente de prefeitos que acompanharam Maggi. O DEM também foi um dos grandes atingidos, assim como o PSDB. Com a proposta, o PPS tentará dar uma “guinada” com apoio de tucanos, vindo a surpreender adversários na corrida ao governo.

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