Depois de estruturar os oitos pólos do projeto Arte Suave Caminhos do Saber, começam em Rondonópolis as aulas de Jiu-Jtsu. São mais de seiscentas crianças e adolescentes de bairros carentes da cidade que aproveitam a oportunidade. De acordo com o idealizador do projeto Paulo César Venâncio, “quem tiver entre 7 e 14 anos de idade e tem vontade de aprender sobre essa modalidade esportiva, ainda pode se inscrever. Mas é preciso estar matriculado em alguma escola pública. Temos ainda mil vagas disponíveis, afirma ele”.

Os participantes estão entendendo bem o recado do projeto que une esporte e escola. “Se eu não tirar nota boa na escola, eu não luto Jiu-Jtsu que eu gosto muito. Ai, por isso, eu só tenho tirado nota boa, de 8 pra cima, diz o estudante de 10 anos, Rafael Espindola.

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A cidade foi uma das trinta e duas no país a ser escolhida pela Petrobrás, para a implantação do projeto social e tem levado bem-estar, saúde e disciplina nesses bairros da periferia. No total foram mais de 800 projetos no Brasil inscritos. “É um privilégio ter um projeto social aprovado por uma empresa tão grandiosa como a Petrobrás. Bom para Rondonópolis que entra nesse cenário. Bom para as crianças da cidade que não tem oportunidade de aprender sobre essa arte marcial”, diz Venâncio.

No Nossa Senhora do Amparo, por exemplo, a frequência tem sido de 100% e as crianças ficam atentas nas explicações da professora Grasiele Foles. “O comportamento tem sido surpreendente e eles não faltam nas aulas”.

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No meio de tantos meninos, Letícia Lopes de 16 anos mostra habilidade nos golpes. “Eu quero ser uma atleta profissional. Essa história de que lugar de mulher é na cozinha ficou pra trás”, diz ela, empolgada com as aulas do projeto.
As aulas são ministradas duas vezes por semana e essas sedes tem se transformado em academias públicas.

O projeto que começou há 2 meses tem despertado o interesse dos pais também. Dona Roseane dos Santos diz que o filho dela tinha diabetes. “Agora ele faz exercícios, cuida da saúde e da melhor forma, se divertindo. Até a taxa de glicemia dele mudou”, diz ela.

As crianças ainda recebem roupa própria para os treinos. Se antes as manhãs ficavam ociosas, a rotina mudou. E tem muitos de olho já num futuro. “Eu quero um dia poder ser atleta profissional”, diz Eduardo Felipe Baessa, de 13 anos.

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No pólo do Jardim Europa, é só empolgação também. Cláudio da Silva de 16 anos frequenta as aulas da turma dele e nos outros dias corre pra dar uma mãozinha ao professor. “Eu quero seguir o exemplo do meu professor, que também começou por projetos sociais. Por isso, me esforço bastante, diz o menino”.

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