Os pescadores da comunidade de Bonsucesso, no município de Várzea Grande, participaram na última semana de uma reunião sobre o Plano Safra 2013/2014, que prevê investimentos de R$ 4,1 bilhões do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para expansão da aquicultura, modernização da pesca e fortalecimento da indústria e o comércio pesqueiro. Com uma linha de investimento de até R$ 130 mil, para aquisição de equipamentos, barcos e implantação de estruturas como tanques e represas. A reunião aconteceu no Centro Comunitário e contou com a participação de pescadores, técnicos, autoridades e moradores.

Para facilitar o acesso ao crédito, a Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e Federação dos Pescadores de Mato Grosso esclareceu o Pronaf Mais Alimentos e os documentos necessários para o crédito. O diretor-técnico da Empaer, Almir de Souza Ferro, explica que o trabalho dos técnicos será a vistoria in loco, na casa do pescador, conferindo documentação, principalmente se possui a carteira de pescador, atividade profissional, necessidade de aquisição de equipamentos e outros. Somente com a aprovação do cadastro, o pescador vai receber a Declaração de Aptidão do Pronaf (DAP) e realizar o financiamento.

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O presidente da Federação dos Pescadores de Mato grosso, Lindemberg Gomes de Lima, revela que aproximadamente três mil pescadores estão buscando linhas de crédito para aquisição de embarcações e meios para expandir a capacidade produtiva. Devido à escassez de pescado nos rios do Estado de Mato Grosso, os pescadores buscam alternativa para manter a atividade e garantir lucro e renda para a família ribeirinha. “A intenção é aproximar os técnicos da Empaer até a base de trabalho dos pescadores para garantir a produção de peixe em cativeiro”, destaca Lima.

De acordo com informações do presidente da Associação de Pescadores de Bonsucesso, Francenil de Jesus Souza, na comunidade existem 213 pescadores profissionais que estão buscando informações para permanecer na atividade. Ele lembra que na década de 90, um pescador retirava 200 quilos de peixe por dia dos rios e hoje com a falta de pescado é preciso descer rio abaixo para tentar a sorte. “Hoje a maioria do peixe comercializado é criado em cativeiro. Nossa finalidade é produzir peixe em viveiro escavado e construir uns 50 tanques”, destaca Francenil.

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A coordenadora do Plano Safra do Ministério da Pesca, Josinete Mendes, fala que estão cadastrados dez mil pescadores no Estado, e para conseguir financiamento o primeiro passo é ter o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), junto ao Ministério. O Plano serve para financiar projetos produtivos individuais ou coletivos, gerando renda a todos que desejam produzir pescado. “ É importante que a linha de crédito chegue de fato a quem precisa e a Empaer é uma parceira ideal para desenvolver esse trabalho”, conclui Mendes.

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