Em mais uma etapa de debates e sugestões, a comissão formada para implantar o projeto Reintegra – Reintegração Social dos Moradores de Rua de Rondonópolis esteve reunida na manhã desta quarta-feira (3) no auditório da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis (ACIR). Devido às necessidades mais emergenciais que a Casa Esperança tem para tratar seus quase 100 moradores, os trabalhos serão feitos a partir de dois projetos: Recomeçar, que é emergencial, e Reintegra, de longo prazo.

O projeto Recomeçar, elaborado pelos técnicos da Casa Esperança, contempla o levantamento de custos para atender pelo menos mais 50 pessoas no local, além de melhorar o atendimento dos moradores atuais. “Hoje são 30 moradores na unidade I e 71 na unidade II. O ideal é a equipe de profissionais – médico psiquiatra, psicólogo, enfermeiro e técnico de enfermagem – trabalhar com 30 pessoas. No entanto, hoje atuamos com todos os moradores e nem temos uma equipe completa”, expôs o psicólogo da Casa, Alex Sandro Silva Gomes.

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Um dos maiores problemas, segundo o médico psiquiatra Cesar Rodrigues, que atua voluntariamente, além de ser o único médico da Casa Esperança, é a inexistência de medicamentos controlados na própria unidade, o que dificulta a continuidade dos tratamentos e uma maior chance de recuperação de moradores que são dependentes químicos. A carência de profissionais é outro agravante para o desenvolvimento dos trabalhos.

O projeto que será desenvolvido em longo prazo foi apresentado aos convidados nesta quarta-feira.  ACIR elaborou o plano de ação a partir da junção de idéias e necessidades expostas no seminário sobre pessoas em situação de rua e reuniões da comissão. O público alvo é de moradores de rua com idade entre 18 e 60 anos. O trabalho consiste em oferecer abrigo, alimentação, tratamento clínico e psicológico, capacitação profissional e oportunidade de emprego em áreas com necessidade de mão de obra diagnosticadas previamente. A princípio o projeto vai atender apenas homens, pois a Casa Esperança só recebe moradores do sexo masculino.

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“Sabemos que também temos moradoras em situação de rua em Rondonópolis. No entanto, a cidade tem apenas o Lar Fraterno que recebe mulheres, no qual não podem morar dependentes químicas. Esta é uma primeira etapa e certamente poderemos, no futuro, tentar desenvolver a reintegração com esse público”, ressaltou o presidente da ACIR, Luiz Fernando Homem de Carvalho.

A próxima etapa dos trabalhos vai contemplar a evolução do projeto a partir de ajustes necessários. Cada representante dos órgãos e instituições que participam do projeto irão apontar a colaboração possível de cada um, além de sugerir pontos importantes que podem ser acrescentados e entidades do município que também podem aderir ao trabalho. Presentes na reunião, os vereadores Jailton, Thiago Muniz e o representante do vereador Olímpio Alvis, colocaram a Câmara Municipal à disposição. “É um projeto muito importante para a cidade e contempla dois pontos fundamentais: o social e de qualificação profissional”, destacou Thiago Muniz.

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Também participaram da reunião e fazem parte da comissão os seguintes órgãos públicos e instituições: Procuradoria do Trabalho, Delegacia Regional do Trabalho, secretarias de Promoção e Assistência Social, Saúde e Educação, UFMT, Hospital Paulo de Tarso, Sest/Senat, SENAC, SESI, SEBRAE, SESC, IFMT, ACIR, Casa Esperança, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e igrejas.

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