O Rio de Janeiro voltou a ter um campeão nacional em torneios masculinos de vôlei após 32 anos – o último havia sido o Atlântica/Boavista em 1981. Neste domingo, o RJX venceu o Sada Cruzeiro por 3 sets a 1 (15-25, 25-18, 25-18 e 25-14) e conquistou seu primeiro título na Superliga. Empurrado por uma maioria presente no ginásio do Maracanãzinho, o time de Eike Batista chegou a seu auge no segundo ano de existência.

O investimento milionário do empresário decepcionou na temporada passada. Mesmo com elenco estrelado, a equipe foi apenas a sétima na fase de classificação e parou nas semifinais diante do Vôlei Futuro. Na atual edição, o cenário foi bem diferente. O RJX fez a melhor campanha na primeira fase, passou por São Bernardo e Vivo/Minas nas quartas e na semi, respectivamente, e derrubou o então campeão Sada Cruzeiro na decisão.

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A partida começou com as duas equipes vibrando bastante. Com bons saques, principalmente de seus centrais Douglas e Rogério, o Cruzeiro conseguiu dificultar a recepção do RJX e não demorou a abrir boa vantagem: 9-5. Uma bela defesa do levantador William ‘tirou’ a equipe do Rio de Janeiro do jogo. Na sequência do lance, os donos da casa cometeram erros de passe e golpe de vista e, assim, os mineiros abriram sete pontos (15-8), a maior diferença do primeiro set até então.

O técnico Marcelo Fronckowiak tentou a inversão 5-1 ao trocar levantador e oposto, mas não surtiu efeito. O Cruzeiro fez uma primeira parcial quase impecável com ótimo desempenho do bloqueio e defesa, além de potência e eficiência no contra-ataque e fechou em 25-15, após 24 minutos.

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O RJX deixou a atuação abaixo do esperado para trás, começou bem o segundo set e logo abriu quatro pontos – chegou à primeira parada técnica com vantagem de 8-4 no placar. Empurrado pela maioria presente no Maracanãzinho, o time carioca fez seu bloqueio funcionar e mostrou o que o fez liderar as estatísticas do fundamento na Superliga. E foi mesmo o paredão que fez a diferença para a equipe empatar o jogo, após cravar 25-18, em parcial marcada pelo uso da tecnologia – novidade nas finais desta edição – em dois momentos.

O terceiro set começou diferente dos anteriores, com as equipes confirmando seus ataques e com dificuldade em abrir vantagem. Mas foi novamente com o bloqueio que o RJX saltou à frente do marcador. Lucão, com um bloqueio e uma ótima passagem pelo saque – com direito a dois aces –, levou a torcida ao delírio e fez os comandados de Frockowiak deslancharem no marcador (16-10). O Cruzeiro sentiu o crescimento do rival, não conseguiu repetir o bom desempenho na primeira parcial e levou a virada, com novo 25-18.

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