A briga pelo título da etapa francesa da Copa do Mundo de Vela, entre Robert Scheidt, o croata Tonci Stipanovic e o australiano Tom Burton, os três primeiros colocados na Laser, teve lances atípicos em Hyères. O vento mal apareceu nas duas medal races deste sábado (27), disputadas perto do cais e acompanhadas de perto pelo público. Num duelo particular com Stipanovic, Scheidt garantiu a medalha de prata, deixando o adversário com o bronze e Burton livre para conquistar o topo do pódio.

A decisão da etapa de Hyères começou a se desenhar na primeira medal race deste sábado, disputada sob ventos fracos de 4 nós (7,4 km/h), quando o australiano Tom Burton, terceiro na classificação, fez o quarto lugar e assumiu a ponta, com 42 pontos perdidos. O croata Tonci Stipanovic foi apenas o 8º, seguido por Scheidt, resultado que deixou os dois empatados na vice-liderança, com 47 pontos perdidos.

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“Larguei mal e acabei não fazendo uma boa regata”, admitiu Scheidt. “Para a segunda medal race, a condição de vento se tornou impossível (2 nós, ou 3,7 km/h), o que levou a uma disputa bem atípica. Quando vi que dificilmente poderia alcançar o australiano, decidi marcar o croata, que vinha atrás de mim, para garantir a medalha de prata.” A estratégia funcionou, e o brasileiro terminou em 8º, logo à frente de Stipanovic. Com o 6º lugar, Burton assegurou o título em Hyères.

Dono de três medalhas olímpicas na Laser (ouro em Atlanta/96 e Atenas/04, prata em Sydney/00), Scheidt comemorou o resultado em Hyères. “Voltar à Laser e conquistar a medalha de prata numa competição em alto nível, com todos os melhores do mundo, é muito positivo. O nível da flotilha estava realmente forte, e a prata é um resultado excelente”. O próximo desafio do brasileiro será o Olimpic Garda, entre 8 e 12 de maio, em Garda, na Itália, onde voltará a enfrentar Stipanovic e Burton, entre outros nomes de destaca da classe no mundo.

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Desde seu retorno à antiga classe, em setembro de 2012, Scheidt vem colecionando vitórias. Patrocinado pelo Banco do Brasil, Prada, Gocil e Rolex, conquistou o Campeonato Italiano de Classes Olímpicas, o Brasileiro da categoria, seu 12º título nacional, a Semana Brasileira de Vela, em fevereiro, e a Laser Europa Cup, em março. Os resultados somam-se a oito títulos mundiais, além das três medalhas olímpicas. Em 2004, o velejador passou a competir pela Star com Bruno Prada, parceria que rendeu outras duas medalhas em Olimpíadas (prata em Pequim/2008 e bronze em Londres/2012) e o inédito tricampeonato mundial da classe.

Resultado final

1. Tom Burton (AUS) – 54 pp (21+2+2+0+[11]+9+0+8+12)
2. Robert Scheidt (BRA) – 63 pp (6+3+[16]+4+3+8+5+18+16)
3. Tonci Stipanovic (CRO) – 66 pontos perdidos (0+0+[56]+2+5+0+25+16+18)
4. Daniel Mihelic (CRO) – 81 pp (17+7+[35]+8+16+7+26+0+0)
5. Jean-Baptiste Bernaz (FRA) – 85 pp (12+13+[27]+5+0+15+22+12+6)
6. Bruno Fontes (BRA) – 87 pp (2+4+23+7+2+21+[28]+14+14)
7. Andy Maloney (NZL) – 91 pp (13+12+[19]+15+10+12+15+4+10)
8. Ryan Palk (AUS) – 96 pp (8+[34]+21+11+22+10+10+6+8)
9. Nick Thompson (GBR) – 98 pp (41+9+3+6+14+[16]+11+10+4)
10. Pavlos Kontides (CYP) – 110 pp (14+5+[47]+3+27+18+3+20+20)

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