O vereador Rodrigo da Zaeli (PSDB) trouxe polêmica ao plenário de Rondonópolis nesta quarta-feira (24) quando abordou em sua fala questões referentes à Travessia Urbana de Rondonópolis e a transferência de vagas dos mototaxistas, aprovada inclusive pelo legislativo recentemente.

Quanto à travessia, obra lançada em março de 2009 e que apresentou irregularidades em sua execução no ano de 2012, o vereador saiu em defesa do legislativo local, que em sua visão foi deselegantemente provocado por uma frase irônica do deputado federal Wellington Fagundes (PR) no ato de assinatura da duplicação da BR 364/163, no início da semana.

Mesmo o evento sendo para tratar da duplicação da rodovia, o deputado trouxe à tona as obras da travessia urbana em seu discurso e pediu em tom de desafio que a Câmara instaurasse agora a Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, que ameaçou criar em 2012, para apresentar as irregularidades do projeto.

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Segundo sinalizações do deputado, a Câmara, imprensa e outras organizações locais prejudicaram a empreiteira Objetiva, que toca as obras e chegou a falir depois da pressão sofrida. Para Rodrigo, a conduta de Fagundes foi desrespeitosa com os vereadores e a população local.

“A hora de fazer a CPI foi no momento da discussão. Agora aconteceu que arredondaram tudo, o DNIT aceitou a prestações de contas aí nos manda fazer CPI? Foi deselegante da parte do deputado”, criticou o tucano.

As mais de 100 denúncias contra a empreiteira e que geraram aparentemente a ira do deputado não teriam força, segundo Rodrigo, se não tivessem algum fundamento. “Se tivesse tudo certo as denúncias seriam infundadas. Quebrou porque fez coisa errada”, concluiu.

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DENÚNCIA MOTOTAXISTA

Rodrigo ainda aproveitou a fala para denunciar a venda de concessões de vagas de mototaxistas na cidade. O parlamentar usou como exemplo um anúncio em um jornal da cidade, onde um profissional vende irregularmente a sua vaga.

“Temos cinco anúncios de vendas de vagas de mototáxis na última terça-feira (23). Isto é ilegal. Nenhum mototaxista compra a vaga, ela é cedida gratuitamente pelo Município. Isto é crime”, salientou.

A possibilidade de transferência se deu após aprovação recente da Câmara que abriu brecha para que em um prazo de 30 dias os profissionais clandestinos no setor se regularizassem. Após a denúncia em tribuna livre, Rodrigo afirmou que levará o caso para o secretário de trânsito Argemiro Ferreira.

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