Um lote de 85.70 m³ (metros cúbicos) com madeira de lei, que foi apreendido na região pelos órgãos públicos encarregados do amparo e proteção ao meio-ambiente e repressão a crimes ambientais, será doado ao município de Rondonópolis. O secretário municipal de Meio Ambiente, Lindomar Alves, disse que madeiramento servirá para cercar as áreas de preservação permanente e de áreas de riscos que serão desapropriadas para os beneficiados dos programas habitacionais do município.

A doação do lote madeira, que equivale a quatro cargas avaliadas em cerca de R$ 40 mil, foi consequência da articulação da Prefeitura de Rondonópolis, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, junto ao Ministério Público Estadual e ao Poder Judiciário. “Sabendo que esse material irregular tem por lei de ser repassado a causas filantrópicas, fizemos esta articulação, com a comprovação dos fins sociais, junto ao promotor de Meio Ambiente Marcelo Vacchiano e aos juízes Milene Aparecida Pereira Beltrami e Luis Antônio Sari, que compreenderam e deram a autorização judicial à doação”, conta Lindomar.

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Dentre as várias madeiras que serão repassadas estão espécies como Aroeira, Itaúba, Angico Peroba entre outras. “Estamos trabalhando agora, juntamente com a Defesa Civil, para que essa madeira, que é fruto de um crime ambiental, seja revertida para cercar as áreas de riscos que serão desocupadas e as moradias demolidas após os seus moradores serem transferidos para os conjuntos habitacionais Padre Miguel e Maria Fiúca, por exemplo”,  cita Alves.

“Além disso, vamos reverter essa carga de madeira que nos será doada para cercar outras áreas do município que são de Preservação Permanente, como beira de córregos e nascentes”, completa o secretário municipal de Meio Ambiente.

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Ele lembra que esta articulação para doação da madeira é baseada na Lei Federal n° 9.605/98, que trata de sanções penais e administrativas derivadas de condutas lesivas ao meio ambiente, estabelecendo que a madeira apreendida seja avaliada e doada a instituições as causas filantrópicas.

“A madeira apreendida em nossa região, com a doação, poderá ter um fim social e de preservação ambiental, dando-se aproveitamento adequado a produtos naturais normalmente abandonados à decomposição, o que também evitará o desnecessário corte de árvores nativas para atender à demanda de consumo, ganhando a economia, o meio ambiente e a população em geral”, destaca Lindomar.

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