Mulheres têm mais dificuldades de subir na carreira por considerar que é complicado manter a ética nos negócios. A polêmica tese é das psicólogas Jessica Kennedy, da Escola Wharton, e Laura Kray da Universidade da Califórnia (Berkeley).

Elas afirmam que essa é uma das razões para, entre as 500 maiores companhias dos Estados Unidos, só 14% dos executivos serem mulheres -apesar de elas serem 36% dos alunos dos MBAs das dez melhores escolas do país.

No estudo, as psicólogas analisaram as diferentes maneiras com que homens e mulheres encaram compromissos éticos.

Veja trechos da entrevista com Kray.

 O que é um compromisso ético?
Laura Kray – É uma decisão que implica uma troca entre um valor moral por uma recompensa, como dinheiro ou reconhecimento.

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E com qual frequência isso acontece nas corporações?
Nós não medimos isso, mas acredito que são acontecimentos cotidianos nas corporações.

No estudo, vocês comparam o mundo dos negócios a outras áreas, como medicina. Quais são as diferenças?
Em negócios, não há um valor moral acima de tudo, como salvar vidas ou o senso de justiça, então é uma área em que se enfrenta mais esses compromissos éticos.

Você pode explicar como foram os três testes?
No primeiro, descrevemos situações de quebra de conduta moral, e as mulheres reagiram de maneira mais indignada. No segundo, observamos que elas se interessam menos do que homens por posições que envolvem dilemas éticos. E, finalmente, perguntamos se as pessoas associam negócios a um comportamento moralmente errado, e as mulheres fizeram isso mais frequentemente.

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