A partir de amanhã (24), até 30 de abril, Mato Grosso passa a vivenciar -pela primeira vez na história- a Semana Estadual de Conscientização e Combate à Alienação Parental. Conforme a lei, nos mesmos propósitos apresentados, ficará também instituído o Dia Estadual de Conscientização e Combate à Alienação Parental, a ser anualmente comemorado em 25 de abril. A Síndrome de Alienação Parental (SAP) acontece quando pai, mãe ou quem é responsável pela criança ou adolescente, tentar, de forma abusiva, afastar o filho do outro genitor e sua família.

Conforme o autor da lei, o deputado estadual Hermínio J. Barreto (PR), a Semana de Conscientização à Síndrome de Alienação Parental (SAP) funciona como alerta para que a sociedade tome conhecimento dos problemas que a síndrome causa. De acordo com a psicóloga e psicanalista Ana Cassia Petroni, as crianças e os adolescentes, vítimas da alienação parental, estão mais propensos a apresentarem distúrbios psicológicos, falta aprendizagem com baixo rendimento escolar, depressão, ansiedade e também dificuldade de relacionamento com outras pessoas.

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“É uma grande satisfação saber que podemos ajudar a conscientizar as pessoas sobre o assunto, que ainda é pouco conhecido entre muitos pais. Acredito que estaremos assim, colaborando para que muitos pais fiquem mais conscientes e percebam o mal que estão fazendo aos filhos, com essa atitude que acaba por fim, afetando todos da familia. A alienação parental é, sem dúvida, uma das formas mais graves de violência psicológica contra a criança e adolecente”, enfatizou Barreto.

O QUE É -Também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner, em 1985, para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor.

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Os casos mais frequentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande. Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro. Isto é a síndrome de alienação parental: programar uma criança para que odeie o genitor.

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