Primeiro-ministro do Kosovo, Hashim Thaci, e o primeiro-ministro sérvio Ivica Dacic posam com a chefe de política externa da UE, Catherine Ashton (Foto: AFP PHOTO / POOL / YVES LOGGHE)
Primeiro-ministro do Kosovo, Hashim Thaci, e o primeiro-ministro sérvio Ivica Dacic posam com a chefe de política externa da UE, Catherine Ashton (Foto: AFP PHOTO / POOL / YVES LOGGHE)

Os chefes dos governos da Sérvia e do Kosovo chegaram a um acordo nesta sexta-feira (19) para normalizar as relações entre Belgrado e Pristina.

“Este acordo é a base para uma normalização de nossas relações”, anunciou em sua conta no Twitter o ministro kosovar das Relações Exteriores, Enver Hoxhaj.

A UE indicou que sem um acordo que normalizasse suas relações, o futuro europeu da Sérvia ou do Kosovo estaria comprometido. Belgrado espera obter um acordo para começar suas negociações de adesão.

O secretário de Estado americano, John Kerry, também saudou o acordo histórico, e pediu que o pacto seja implementado rapidamente.

Kerry afirmou que o acordo “requer comprometimento e coragem política de ambos os lados”.

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“Eu aplaudo os governos do Kosovo e da Sérvia por terem tomado decisões difíceis que os deixarão mais próximos de seus objetivos de integração europeia’, indicou o secretário de Estado em um comunicado.

Kerry pediu que “os dois países implementem agora os acordos de diálogo de forma rápida e total”.

“Com isso, todos aqueles que vivem no Kosovo e na Sérvia poderão continuar a construir um futuro mais pacífico e próspero”, concluiu.

As relações entre Pristina e Belgrado ficaram difíceis desde que Kosovo proclamou sua independência em 2008 e a Sérvia não a reconheceu.

O acordo está centrado fundamentalmente na organização administrativa do norte de Kosovo, região povoada majoritariamente por sérvios que não reconhecem a autoridade de Pristina.

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Mas em Kosovska Mitrovica, no norte do território, os representantes políticos dos sérvios de Kosovo exigem a organização de um referendo na Sérvia sobre o acordo assinado nesta sexta-feira.

A Otan mantém uma força de cerca de 5 mil militares, composta essencialmente por soldados alemães, para garantir a segurança no norte de Kosovo.

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