Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis (ACIR) e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento da UFMT – Uniselva formalizaram nesta segunda-feira (20) os contratos para os estudos que serão realizados pelo curso de Economia, subsidiados pela entidade e com apoio da Prefeitura Municipal. O trabalho será o de ‘diagnosticar os impactos do Complexo Intermodal da Ferronorte no município de Rondonópolis’ e ‘desenvolver uma pesquisa permanente da conjuntura econômica’.

O objetivo da pesquisa, conforme a coordenadora do Instituto de Pesquisa ACIR (IPA), Ana Paula Araújo, é levantar todos os impactos econômicos e estruturais com a chegada da ‘Ferrovia Vicente Vuolo’, como estimar o efeito multiplicador sobre a renda municipal e o crescimento demográfico, entre outros.  “Os projetos vão contribuir tanto com o poder público, como para o setor empresarial, pois vão auxiliar no planejamento do município e no direcionamento de investimentos privados”, destaca.

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Além da ACIR, a pesquisa será coordenada pelo professor doutor Luís Otávio Bau Macedo, coordenador do curso de Economia da UFMT. Ele explica que o estudo sobre a ferrovia terá três fases. A primeira vai levantar a evolução do município no período de 2000 a 2010, com dados populacionais, do Produto Interno Bruto, geração de empregos, produção agropecuária microrregional, exportações e política de atração de investimentos. Na segunda fase, será feita a caracterização do Complexo Intermodal, com a identificação da capacidade de escoamento, armazenagem, recepção de carga, mão-de-obra, consumo de energia elétrica, entre outros.

Na terceira e última fase, serão analisados os impactos no município com a prospecção das demandas por investimentos a serem realizadas em infraestrutura, capacitação profissional e serviços públicos. Os dados preliminares serão apresentados em três meses. Já a pesquisa por completo terá a duração de seis meses.

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O projeto da análise permanente da conjuntura econômica apresentará os resultados a cada três meses. Mas, conforme explica o professor Luís Otávio, as informações econômicas serão levantadas mensalmente para se obter os indicadores do município, que vão apontar crescimento ou declínio e explicar os resultados. “Será como um termômetro para o município”, define ele.

Nesta quarta-feira (22), os envolvidos no projeto se reúnem para o início da segunda fase da pesquisa sobre o Complexo Intermodal. A primeira, com dados da evolução do município, já está avançada e, em agosto, serão apresentados os primeiros dados das duas pesquisas.

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