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O ano em que o presidente caiu: Pedro Collor deu o pontapé inicial e os fatos fizeram o resto: PC Farias recolhia propina de empresários para cobrir os gastos de Collor, como no caso do famoso Fiat Elba; vinte anos depois do processo que o levou a renunciar ao mandato, o ex-presidente (à dir., com a ex-mulher Rosane, a “madame que gastava demais”, nas palavras de PC) quer se vingar de quem o investigou

O ano em que o presidente caiu: Pedro Collor deu o pontapé inicial e os fatos fizeram o resto: PC Farias recolhia propina de empresários para cobrir os gastos de Collor, como no caso do famoso Fiat Elba (Fotos: Orlando Brito, Bia Parreiras, Claudio Versiani, Roberto Stuckert/Ag. O Globo e Marcos Rosa)

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Quase 17 anos após a morte do empresário Paulo César Farias, o PC, e de sua namorada, Suzana Marcolino, começa nesta segunda-feira o julgamento de quatro acusados de envolvimento no caso. O casal foi encontrado morto a tiros em 23 de junho de 1996, na casa de praia do empresário, em Maceió. As circunstâncias do crime nunca foram esclarecidas.

A polícia defende a tese de que Suzana matou o namorado e, então, tirou a própria vida. Ainda assim decidiu indiciar, em 1999, sete pessoas pelo crime – entre elas o irmão de PC, Augusto Farias. Os quatro acusados que irão a júri popular trabalhavam como seguranças do empresário. O Ministério Público decidiu acusá-los porque, segundo a promotoria, os seguranças foram omissos, uma vez que deveriam zelar pela segurança de PC.

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De acordo com informações do Tribunal de Júri do Fórum de Maceió à Agência Brasil, o julgamento começará às 13 horas. A sentença só deve ser proferida pelo juiz Maurício Breda, da 8ª Vara Criminal, daqui a quatro ou cinco dias. Serão julgados Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva. No total, serão ouvidas mais de 25 testemunhas entre acusação e defesa.

PC Farias foi a cabeça do esquema corrupto instaurado no governo Collor no início dos anos 90. Em troca de dinheiro, facilitava a vida de empresários interessados em tocar obras públicas, aproveitando-se da influência que exercia sobre o então presidente. PC nomeou, demitiu e influenciou as decisões do governo. Comandando um esquema de poder paralelo, traficou influência e desviou recursos públicos, como ficaria provado por uma série de documentos revelados por VEJA naquele tempo.

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Em 1994, foi condenado a sete anos de prisão por falsidade ideológica e sonegação fiscal, mas fugiu do país em seguida. Capturado na Tailândia, foi extraditado e cumpriu dois anos de prisão, até obter a liberdade condicional por decisão do Supremo Tribunal Federal. Fora da cadeia, tentou retomar sua vida como empresário, até que foi encontrado morto.

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