O ex-candidato presidencial venezuelano, Henrique Capriles, foi recebido esta quarta-feira (29) na Colômbia pelo presidente Juan Manuel Santos e pelas diretorias do Congresso, a quem pediu apoio para que se faça uma auditoria das eleições que perdeu em abril passado.

“Meu pedido ao presidente Santos é o que se acertou na Unasul, não há outro pedido (…) a todos os presidentes que estiveram ali eu lhes disse que seria feita uma auditoria, este processo não se fez, a auditoria montada foi uma farsa”, disse Capriles durante entrevista coletiva na sede do Parlamento colombiano.

Capriles se referiu à reunião do organismo regional convocada em Lima, a partir da crise desatada na Venezuela depois que o opositor desconhecesse a vitória do chavista Nicolás Maduro, que se impôs por 1,49% de vantagem.

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Pela manhã, Capriles foi recebido por Santos na Casa de Nariño, sede da presidência, em uma visita privada depois da qual nenhum dos dois deu declarações.

A presidência colombiana publicou em seguida uma foto do encontro, que também foi difundida por Capriles.

“Aqueles que hoje estão à frente do governo (venezuelano) roubaram as eleições”, insistiu Capriles em suas declarações.

Durante entrevista coletiva, o também governador do estado de Miranda (centro) esteve acompanhado pelos presidentes do Congresso, Roy Barreras, e da Câmara de Representantes, Augusto Posada.

O líder opositor venezuelano se reuniu também em caráter privado com um grupo de parlamentares colombianos para expô-los, além do assunto eleitoral, a situação ‘cada dia mais difícil’ dos meios de comunicação na Venezuela e a “tomada das instituições” por parte da situação.

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A visita de Capriles à Colômbia, a primeira que faz desde as eleições de 14 de abril, provocou duras críticas de parte do governo em Caracas e inclusive o presidente do Congresso venezuelano, Diosdado Cabello, disse que punha em risco a relação entre os dois países, que se normalizou em 2010 com a chegada de Santos ao poder.

“O presidente Santos está pondo uma bomba no trem das boas relações que tanto pediu ao presidente (Hugo) Chávez”, que faleceu em 5 de março de um câncer, disse Cabello à imprensa.

No entanto, Barreras assegurou à imprensa que os parlamentares colombianos “temos duas razões grandes para ouvir esta voz da Venezuela hoje: a primeira que esta é uma casa de democracia”.

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“A segunda e mais importante, que há mais de cinco milhões de colombianos para os que os destinos da Venezuela são importantes”, acrescentou, ao fazer a referência a quem reside no país vizinho ou vive nas regiões fronteiriças.

Capriles impugnou perante o Tribunal Supremo de Justiça do seu país as eleições de abril e está à espera de um veredicto.

Na viagem, Capriles está acompanhado dos deputados da oposição Julio Borges e Tomás Guanipa. Na quinta-feira, têm previsto se reunir com a comunidade venezuelana residente emBogotá e darão uma entrevista coletiva.

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