Se mantiver o ritmo de obras desde o início de sua construção, a Arena Pantanal vai ficar pronta somente em fevereiro de 2015. Com um percentual de 62% concluído, o estádio mato-grossense está em uma corrida contra o tempo para ser entregue no prazo estipulado pela Secopa-MT, em outubro de 2013, ou no prazo exigido pela FIFA, ou seja, até dezembro de 2013.

As obras na arena começaram em abril de 2010, com a demolição do estádio Governador José Fragelli, o Verdão. Na época, foi o primeiro estádio a começar suas obras entre todas as cidades-sede, o que chamou a atenção do país. Porém, o que se viu depois foi um ritmo lento, extensão de prazos e um crescimento de apenas 1,72 pontos percentuais nos 36 meses de obras.

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Atualmente, cerca de 900 funcionários trabalham no canteiro de obras. A Secopa-MT afirma que esse número deve chegar a 1200 nos próximos meses. Segundo a secretaria, os trabalhos estão concentrados no acabamento interno. As intervenções no lado de fora e que trarão maior impacto no estádio serão intensificados em junho, com o início da instalação da cobertura.

O primeiro prazo para a entrega da Arena Pantanal foi em dezembro de 2012. O anúncio de que Cuiabá não iria receber a Copa das Confederações fez com que a data fosse esticada para junho de 2013. Por fim, o novo prazo é outubro de 2013. Em 2012, vale ressaltar, a Arena Pantanal avançou apenas 15%.

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O valor contratual é de R$ 420.113.185,74, correspondente à construção do empreendimento pela construtora Mendes Júnior. O valor global previsto na Matriz de Responsabilidades é de R$ 518,9 milhões, restando comprar os assentos e a tecnologia da informação. A capital mato-grossense vai receber quatro jogos na Copa.

Números

A Secopa-MT não divulga uma parcial de quanto foi construído até agora desde fevereiro de 2013. Na época, foram divulgados os mesmos 62% de agora. No mesmo dia, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) divulgou um relatório que contestou o número e afirmou que apenas 47% das obras estavam concluídas.

Na ocasião, o secretário extraordinário da Copa (Secopa), Maurício Guimarães, não contestou o relatório do TCE-MT e disse que ambos estavam corretos. De acordo com a pasta, o número divulgado pela secretaria corresponde a tudo que já está no canteiro de obras, bem como os materiais que já foram pagos, mas que ainda não chegaram em Cuiabá. Já o TCE-MT mede conforme o que já está em pé.

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Desde então, a Secopa-MT mudou sua estratégia e “alinhou” sua conversa com o Tribunal, que apontou para os mesmos 62% no início de maio.

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