dinheiroO juiz federal Paulo César Alves Sodré, de Cuiabá, deu prazo até o dia 14 de junho para que o dono do R$ 1,6 milhão apreendidos no “escândalo do dossiê” se apresente. Caso contrário, o dinheiro será revertido em favor da União. O montante é referente a valores da época.

O escândalo estourou em setembro de 2006, véspera da eleição presidencial. No dia 15 daquele mês, policiais federais flagraram os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos com duas grandes malas carregadas de dinheiro.

Os valores seriam usados no pagamento a Darci Vedoin e Luiz Antônio Vedoin – donos da empresa Planan e acusados de comandar a máfia das sanguessugas – em troca de um dossiê implicando políticos tucanos.

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Em 2011, o Ministério Público Federal encaminhou uma petição à Justiça Federal para definir o que fazer com o R$ 1,6 milhão. Em princípio, a ideia inicial do MPF era destinar o dinheiro para uma entidade filantrópica a ser definida pela Justiça.

A apreensão marcou a campanha eleitoral daquele ano, obrigando a realização de um, até então, improvável segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Na manhã do dia 15 de setembro, policiais federais entraram no hotel Íbis, em São Paulo, flagrando Valdebran e Gedimar com duas grandes malas carregadas de dinheiro.

No apartamento 479, onde estava Gedimar, os agentes encontraram US$ 139 mil e R$ 410 mil. No apartamento 475, eles surpreenderam Valdebran com US$ 109,8 mil e R$ 758 mil. Em depoimento, ambos disseram que estavam apenas “guardando” as malas para terceiros.

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A PF descobriu que o dinheiro seria para pagar o dossiê com informações comprometedoras a respeito de aliados do então candidato ao governo de São Paulo, José Serra. O material havia sido produzido por Darci e Luiz Antônio Vedoin.

No dia 18 de setembro daquele ano, a PF depositou o montante em moeda nacional, totalizando R$ 1.168.000, em duas contas judiciais na Caixa Econômica Federal. Já os dólares foram acautelados no Departamento de Meio Circulante do Banco Central, no mesmo dia.

A Polícia Federal concluiu o inquérito em dezembro daquele ano, indiciando diversas pessoas, entre elas o candidato petista ao governo de São Paulo, senador Aloizio Mercadante. No ano seguinte, o STF anulou o indiciamento de Mercadante.

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Apesar das investigações, a Polícia Federal jamais conseguiu descobrir a origem do dinheiro, o que impediu a elucidação completa do caso.

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