Foto: 24HN
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Cuiabá e Várzea Grande amanheceram um caos nesta segunda-feira (27) com o início da greve dos motoristas de ônibus. Se com as obras de mobilidade urbana e do VLT para a Copa do Mundo de 2014, já era difícil o deslocamento de pessoas de um lado para o outro, agora a situação ficou ainda pior.

Filas intermináveis nos terminais, aglomerado de pessoas nos pontos de ônibus e motoristas enfrentando congestionamento, principalmente nas rotatórias de Cuiabá. O sindicato dos motoristas deveriam colocar 50% da frota nas ruas, como determinou a Justiça. Mas nenhum ônibus, até às 7h25 da manhã haviam saído das garantes. Apenas as chamadas vans estavam em circulação, mas de modo precário.

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Os usuários do transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande estão encontrando muitas dificuldades para o deslocamento de suas casas para o serviço nesta segunda-feira por conta da paralisação.

Os motoristas e cobradores reivindicam um reajuste salarial de 33% em carteira, além de plano de saúde. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Coletivo, hoje o salário de um motorista é de R$ 1.500,00 e agora querem ganhar R$ 2 mil. Os motoristas reclamam ainda de acúmulo de tarefas e da falta de cobradores nos ônibus. Outra cobrança da categoria é um reajuste de 20% para os demais trabalhadores.

A última reunião, realizada na sexta-feira, a classe patronal oferece apenas 10% de reajuste, percentou que não foi aceito pelo sindicato dos trabalhadores.

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Atualmente são mais de 300 mil pessoas que dependem do transporte público na Grande Cuiabá. Contudo, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador Tarcísio Valente, concedeu liminar determinando o Sindicato dos Trabalhadores a manter, independente do horário, o mínimo de 50% da frota em circulação durante a greve, e, não, apenas 30%, como prevê a legislação.

Na rodovia Palmiro Paes de Barros, que liga a região do Parque Cuiabá até a Avenida Fernando Correa da Costa e onde está instalada uma das maiores empresas de transporte coletivo, a Integração Transportes, a garagem estava com todos os ônibus estacionados. Motoristas e cobradores tinham fechado o único acesso de saída dos veículos da empresa. O mesmo está acontecendo em outras garagens.

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