Dionathan Celestrino, 21 anos, mais conhecido como ‘Maníaco da Cruz’ pode ser solto a qualquer momento da Santa Casa de Campo Grande, onde está internado a cerca de três semanas.

Exames feitos na unidade revelaram que ele não sofre de nenhum distúrbio, os médicos liberaram um laudo, o que dá o direito a Dionathan voltar as ruas. A versão vai contra o primeiro laudo, que dizia que ele apresentava distúrbios de conduta e que deveria receber tratamento psiquiátrico, em uma instituição especial.

Dionathan não pode voltar a ser preso, por que na época em que cometeu os crimes ele era menor de idade e não há nenhum mandado de prisão contra.

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Para o Ministério Público, o médico que assinou o novo laudo, e o estado que tem a tutela do jovem podem ser responsabilizados caso ele volte a cometer o mesmo tipo de crime.

O ‘Maníaco da Cruz’ ainda permanece no hospital, mas assim que assim o hospital receber a ordem da Justiça ele deverá ser liberado.

 

Momento em que os policiais de Ponta Porã entregam o maníaco-Foto:Leo Veras
Momento em que os policiais de Ponta Porã entregam o maníaco-Foto:Leo Veras

 

CASO
Em 2008, quando tinha 16 anos, Dionathan Celestrino matou três pessoas, na cidade de Rio Brilhante no Estado de Mato Grosso do Sul. Os corpos das vítimas eram deixados em uma posição que lembra a de uma crucificação. Por isso o jovem ficou conhecido como Maníaco da Cruz. No total três pessoas foram vítimas.

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Depois que cometeu os crimes, Dionathan foi levado para uma unidade para menores infratores, onde cumpriu medidas sócioeducativas. Mas quando completou a maioridade, ele permaneceu internado.

Em abril Dionathan fugiu da unidade de internação onde estava, em Ponta Porã. Na fuga dele havia boatos de que ele estava em várias cidade do Brasil, inclusive Rondonópolis.

Ele foi recapturado no Paraguai e trazido de volta para o Brasil.

Dionathan foi internado na Santa Casa Campo Grande, mas Mato Grosso do Sul não possui um hospital de custódia, com segurança reforçada para evitar a fuga de pacientes perigosos. E, fora do estado, nenhuma clínica psiquiátrica aceitou internar o rapaz.

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O governo de Mato Grosso do Sul informou que o jovem permanecerá na Santa Casa de Campo Grande até que haja uma decisão do poder Judiciário sobre o caso.

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