A jovem foi libertada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO)-Foto:Assessoria
A jovem foi libertada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO)-Foto:Assessoria

Uma jovem de 17 anos mantida em cárcere privado foi libertada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Judiciária Civil, no início da noite de terça-feira (07.05), no bairro Jardim Primavera, em Várzea Grande. A adolescente L.F.S, 17, estava na casa do namorado, Lúcio de Oliveira Matos, 23, impedida de sair desde o último domingo (05.05). Ele foi preso em flagrante e vai responder por crime de cárcere privado e estupro.

A vítima saiu da casa dos pais, no bairro Jardim Glória, em Várzea Grande, às 9 horas da manhã, dizendo que iria visitar uma colega de trabalho no Residencial Aeroporto. Às 18 horas de domingo, a família recebeu uma mensagem de celular da adolescente, que dizia que ela estava assistindo um filme e logo chegaria em casa. Porém, a garota já estavam em cárcere privado, na casa de Lucio de Oliveira Matos, que a impedia sair do local, mediante violência e grave ameaça, feitas com uso de uma faca de mesa, encontrada pelos policiais do GCCO no quarto do acusado.

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O suspeito também obrigava a moça a enviar, de hora em hora, mensagens tranquilizadoras a família dando a entender que tudo estava bem. Mas, a família começou a ficar preocupada e acionou primeiramente a Polícia Militar, que repassou, na segunda-feira (06), o caso a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

O relacionamento teria iniciado há cerca de um mês, sem o conhecimento dos pais. De acordo com o delegado chefe do GCCO, Flávio Henrique Stringueta, a adolescente foi mantida em cárcere por quase três dias, em uma casa fechada com portão eletrônico, impedida de sair pelo namorado. Stringueta disse ainda que na chegada dos policiais, o rapaz segurava a adolescente com os braços entorno de seu ombro. “Ele não queria abrir o portão e apareceu segurando a moça, puxando-a com força toda vez que ela tentava se soltar”, afirmou.

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Conforme o delegado, tanto o acusado quanto a vítima já foram ouvidos. Em interrogatório, Lúcio de Oliveira, disse que tinha ciúmes da adolescente com o ex-namorado e que iria matá-lo. “Ele demonstrou ter obsessão, capaz de matar a namorada”, disse Flávio Stringueta.

O delegado explicou que mesmo a moça tendo se deslocado espontaneamente até a casa do namorado, o fato de ser impedida de sair configura o cárcere privado e ainda estupro, a relação sexual mantida nas condições de domínio.

A pena para o crime de cárcere privado é de 2 a 5 anos e do crime de estupro, 8 a 12 anos, quando a vítima é maior de 14 anos e menor de 18.

Antecedentes

O suspeito Lucio de Oliveira Matos tem antecedentes criminais e há cerca de um mês saiu do Centro de Ressocialização do Carumbé (CRC). Ele confessou que é líder de uma quadrilha de roubos a residência em Várzea Grande e que rouba veículos por indicação de colegas presos no CRC, para onde envia parte do dinheiro. Segundo ele, recentemente roubou um Corolla e revendou por R$ 1,5 mil e Saveiro, repassado por R$ 3 mil.

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O preso foi encaminhado a uma unidade prisional da Capital.

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