Durante o interrogatório, Milton Rodrigo da Silva, negou todas as acusações, dizendo que sua filha é “assanhada” e não gosta dele-Foto: Arquivo/AGORA MT
Durante o interrogatório, Milton Rodrigo da Silva, negou todas as acusações, dizendo que sua filha é “assanhada” e não gosta dele-Foto: Arquivo/AGORA MT

A Polícia Judiciária Civil concluiu nesta segunda-feira (20.05), o inquérito policial do abuso sexual de duas meninas, de 10 e 12 anos, praticado por Milton Rodrigo da Silva, 57 anos, pai e tio das menores. O homem foi denunciado por estuprar a filha T.P.S, de 12 anos, e a sobrinha M.F, de 10, na cidade de Nova Canaã do Norte (699km ao Norte). Ele foi indiciado por estupro de vulnerável, com aumento de pena por ser pai da vítima.

O delegado Bruno Sergio Magalhães Abreu representou pela prisão preventiva em desfavor do suspeito, decretada e cumprida na última sexta-feira (17.05). O caso chegou à Polícia no dia 12 de maio, depois que o pai procurou o Conselho Tutelar para encontrar a filha que havia saído de casa. A adolescente foi localizada pelo Conselho na casa de uma amiga e disse que não voltaria à residência do pai. A declaração gerou suspeita e o conselho acionou à polícia.

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Em depoimento, a garota disse que era estuprada pelo pai desde os 10 anos e que Milton fazia o mesmo com a prima de 10. Ainda segundo a menina, o agressor entrava em seu quarto durante a noite, acariciava seu corpo e lhe oferecia 10 reais para ela manter relações sexuais com ele, além de chamar a filha com desculpas como buscar o celular no quarto dele. Quando isso acontecia, ele trancava a porta e a jogava na cama, solicitando sexo a vítima.

Quanto aos fatos praticados contra a sobrinha, a criança confirmou as acusações de estupro. A menina contou que o tio às vezes lhe oferecia 50 reais, em outras, 2 reais para ela comprar pão.

Pai e filha moravam sozinhos. A mãe da adolescente é usuária de drogas e, atualmente, vive em Colíder. A sobrinha era violentada quando ia visitar a prima na casa do tio. A menina, segundo as investigações, também sofria abuso sexual do próprio pai, irmão do preso, que mora em Nova Guarita. O caso é investigado na delegacia da Polícia Civil de Nova Guarita.

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Durante o interrogatório, Milton Rodrigo da Silva, negou todas as acusações, dizendo que sua filha é “assanhada” e não gosta dele. Ele está recolhido na Cadeia Pública de Alta Floresta.

O mandado de prisão foi cumprido pelo investigador Juscelino na residência de Milton.

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