A Polícia Judiciária Civil procura por dois homens acusados de extorquir pessoas, se passando por policiais na Capital e Várzea Grande. O caso é investigado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que decidiu fazer o alerta depois que a Justiça decretou a prisão preventiva dos suspeitos nas investigações iniciadas em 2012, com um suposto sequestro-relampago.

De acordo com a apuração, a quadrilha conta com pelos menos quatro pessoas, lideradas por Ananias Santana da Silva, 45 anos, e o ex-policial militar, Edmilson Pereira da Silva (idade não informada). O primeiro, Ananias, responde processo criminal por extorsão mediante sequestro, formação de quadrilha ou bando e homicídio. Já Edmilson, também conhecido por “Misso”, tem indiciamento pelos crimes de homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro, formação de quadrilha ou bando e extorsão qualificada.

O delegado chefe do GCCO, Flávio Henrique Stringueta, disse que a quadrilha age com apoio de uma mulher, que não terá o nome revelado, e garotas menores de idade. A mulher que já não estaria mais a serviço dos criminosos, agenciava meninas adolescentes bonitas, para abordarem homens aparentemente com boas condições financeiras.

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As investigações chegaram à localização de três garotas, com idades entre 15 e 17 anos. Todas contaram que observavam homens na rua, em bares e restaurantes e que eram acompanhadas pelos criminosos. Depois de selecionar a possível vítima, a adolescente se aproximava e passava a conversar. Após conquistar sua confiança, sugeria irem para um motel. Lá, a garota dizia que precisava ir ao banheiro e enquanto está no ambiente, três homens invadem o quarto com armas, distintivo e até usando camiseta da Polícia Civil, simulando um flagrante, sob acusação de estupro de menor. Em seguida, os bandidos negociam com vítima exigindo dinheiro para não levá-la para a Delegacia. Intimidadas, as vitimas pagavam.

O alvo das investigações são os dois criminosos considerados de alta periculosidade e habilidosos em se esconderem. Segundo Stringueta, os dois já fizeram mais de cinco vítimas, até onde a Polícia tem notícia. “São pessoas que tiveram a coragem de informar a polícia ou procurar algum policial amigo”, disse.

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Um das vítimas pagou R$ 1,5 mil à quadrilha e no dia seguinte quase foi obrigada a pagar mais R$ 1,5 mil, se não tivesse havido intervenção da polícia. Outra vítima teria entregado R$ 20 mil.

Para o delegado, a quadrilha continua agindo, mas por medo de se expor tem havido pouca denúncia na Polícia, de vítimas. Stringueta orienta que as vítimas procurem a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que reconheçam os criminosos para que eles possam permanecer o máximo de tempo na cadeia. “As vítimas que quiserem ajudar a polícia não serão expostas de maneira alguma, vamos manter sigilo absoluto”, garantiu o delegado Flávio Henrique Stringueta.

Ligação com o crime organizado

Ananias Santana da Silva, em 2003, foi preso pela Gerencia de Combate ao Crime Organizado (GCCO), nas investigações que apurou a fuga do pistoleiro Hercules Araújo Agostinho, o “Cabo Hércules”, do Presídio Pascoal Ramos, atualmente Penitenciária Central do Estado.

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O ex-policial militar Edmilson Pereira da Silva, também foi investigado pelo GCCO no apoio a fuga do “Cabo Hércules”, que agia em Mato Grosso a mando do crime organizado.

Para denúncias do paradeiro dos criminosos o telefone é o 197, com atendimento 24 horas e anonimato.

Mandados

Nesta semana durante tentativa de cumprir os mandados de prisão e três buscas e apreensão, policiais da unidade especializada autuaram em flagrante João Ananias Santana da Silva, 51 anos, conhecido por “João Cavalo”. Ele é irmão de Ananias Santana da Silva, um dos líderes da quadrilha, que continua sendo procurado. Com ele, os policiais encontraram uma pistola 380, no bairro Lixeira, em Cuiabá. O acusado foi autuado por posse irregular de arma de fogo e liberado após pagar fiança.

As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Várzea Grande.

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