O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues Dalla Costa, foi homenageada nesta sexta-feira (17), em Brasília, com a “Medalha Ruth Cardoso”. Os trabalhos da promotora estão entre as 22 ações reconhecidas em nível nacional voltados à discriminação e às desigualdades de gênero. O prêmio foi criado com o objetivo de destacar mulheres e entidades que colaboram para a criação ou implementação de ações e programas de promoção social, econômica, política e cultural, em prol da defesa dos direitos femininos.

A medalha “Ruth Cardoso” foi criada há três anos em homenagem à então primeira dama da República, Ruth Cardoso, esposa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A honraria acontece bienalmente, em maio, com a finalidade de “homenagear mulheres, homens ou entidades não governamentais brasileiras que tenham colaborado para a criação e/ou implementação de ações ou programas de promoção social, econômica, política e cultural, em reconhecimento pela contribuição dada em prol da dignidade das mulheres e da sociedade”.

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A promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues é coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher no Estado, escritora e palestrante de âmbito nacional na área de violência de gênero, direitos humanos das mulheres e violência doméstica contra a mulher. Foi a primeira promotora de justiça a aplicar a Lei Maria da Penha no Brasil.

Criou e coordenou o projeto “Questão de Gênero”. Lançado em abril de 2009, destina-se a prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, com alcance em escolas públicas, sobretudo nas periferias. A ação obteve premiação pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) como uma das três melhores do país, reproduzida em vários estados.

Em abril de 2012, foi indicada como uma das 25 “mulheres que fazem a diferença no Brasil”, ao lado de personalidades históricas nacionais e internacionais, sendo a única da área jurídica. Seu primeiro livro, “Direitos Humanos das Mulheres”, escrito em parceria com a juíza Amini Haddad Campos, teve os principais entendimentos referendados por decisão do STF, em fevereiro de 2012.

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