Neste domingo, às 16h, a Vila Belmiro receberá a final do Campeonato Paulista e pode, de quebra, presenciar um momento histórico para Santos e Corinthians. Depois de cinco anos de domínio e conquistas de peso como a Copa Libertadores, os dois clubes devem encerrar seus ciclos vitoriosos brigando pela taça do Estadual, simbólica para ambas as equipes.

O torneio em si, no atual formato do calendário brasileiro, já não é dos mais relevantes. As circunstâncias dessa disputa, no entanto, fazem dele uma disputa de peso. Santos e Corinthians dominam o futebol de São Paulo desde 2009 e devem, a partir de agora, passar por uma reformulação interna.

Neymar e Paulinho, as duas maiores estrelas dos rivais e companheiros de seleção, podem estar de saída. O camisa 11 praiano negocia com o Barcelona e é desejado por outros grandes europeus. Já o volante corintiano teria proposta da Inter de Milão e do Shakhtar Donetsk e poderia fazer, neste domingo, seu último jogo pelo clube.

A saída da dupla seria simbólica, mas apenas parte de um contexto para as duas equipes. O Santos é tricampeão paulista e está em busca do quarto título consecutivo, inédito na história do Paulista. A história que começou a ser construída em 2010, com o time dos Meninos da Vila, comandado por Dorival Júnior, deu à torcida uma Copa do Brasil e a sonhada Libertadores de 2011, que não vinha há quase 50 anos.

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Neymar é, inegavelmente, o grande artífice do sucesso dessa geração. Se sair, consolida o fim da mesma. Robinho e Wesley, que estiveram no início do processo, já deixaram o clube faz tempo. Elano abandonou o barco no desmanche do ano passado. Ganso, grande coadjuvante do camisa 11, saiu pela porta dos fundos da Vila para o São Paulo, e André também pode deixar a equipe para acertar com o Vasco.

Seria a senha para uma grande reformulação no elenco, provavelmente patrocinada pelo dinheiro da possível venda de Neymar.

Do lado corintiano, as mudanças não são tão profundas. O time de hoje já é bastante diferente daquele que, em 2009, levou o Paulista contra o mesmo Santos e sepultou o trauma do rebaixamento. Ele é, no entanto, uma evolução da equipe que começou a ser montada por Mano Menezes e foi conduzida para as suas maiores vitórias por Tite.

O projeto rendeu ao clube do Parque São Jorge, além daquele Estadual, uma Copa do Brasil, um Brasileiro, uma Libertadores e um Mundial. Só que é chegada a hora de olhar em frente. Chicão, Douglas e Jorge Henrique, figuras importantes até o Mundial de Clubes do ano passado, já não tem mais espaço no planejamento de Tite.

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Alessandro, ainda titular do time, vai decidir até o fim do ano se vai, ou não, se aposentar, mas já sente a concorrência forte de Edenílson. O discurso da diretoria e do próprio técnico é de “busca de qualidade”, mas todos também sabem que nesse caminho pode haver alguma perda.

Paulinho tem contrato até 2015 e já recusou pelo menos duas propostas do exterior, mas pode estar encerrando seu ciclo no Corinthians, dando espaço a Guilherme e outros jovens de potencial.

Só que para começar bem uma nova era, nada melhor que uma despedida em alto nível. O Corinthians iniciará o jogo com a vantagem por ter vencido por 2 a 1 na partida de ida, no Pacaembu. Um empate dá o título para os atuais campeões mundiais, e o Santos só é campeão sem pênaltis se ganhar com pelo menos dois gols de diferença.

Sem outros compromissos de peso, os dois times escalam força máxima e se equivalem até nos desfalques. O Corinthians ainda não tem Renato Augusto, fora há quase nove semanas por lesão muscular.

O Santos, por sua vez, não deve contar com Montillo, vetado por um problema parecido, mas menos grave, sofrido na semifinal do Paulista. Felipe Anderson sai da lateral direita, onde começou improvisado no primeiro jogo, e vai armar o jogo no meio. No ataque, André ganha a vaga de Miralles, inoperante no Pacaembu.

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“Contra o Boca, nosso time passou 47 minutos produzindo. Tem de manter o padrão que ela teve de marcação. Vão ter momentos com o Santos melhor, outros nossos. Nós temos de buscar o gol desde o primeiro minuto. Como também jogamos em casa, sabemos que sair vencendo é estrategicamente importante”, previu Tite.

“[Na semana passada] fizemos um time para jogar mais técnico, que deveria ter mais posse de bola, mas não teve. Depois, com mais profundidade, vimos que o time melhorou muito e se soltou. Não teve esse passe que tanto esperávamos. A profundidade é a nossa melhor arma”, definiu Muricy Ramalho.

O jogo ocorrerá neste domingo, às 16h, na Vila Belmiro, e terá acompanhamento ao vivo do Placar UOL Esporte.

FICHA TÉCNICA
Local: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data: 19/05/2013
Horário: 16h
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simon

SANTOS:
Rafael, Bruno Peres, Durval, Edu Dracena e Léo; Renê Jr., Arouca, Cícero e Felipe Anderson; Neymar e André
Técnico: Muricy Ramalho

CORINTHIANS:
Cássio, Alessandro, Paulo André, Gil e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo, Romarinho e Emerson; Guerrero
Técnico: Tite

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