O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat) deve decidir, hoje, se suspende ou não a greve iniciada no dia 13. Os profissionais se reúnem, esta tarde, em Cuiabá e Várzea Grande. Estas serão as últimas visitas do representante da classe, Rosenwal Rodrigues, nas comarcas polos. Na segunda-feira (27), ele esteve em Sinop e sinalizou para a suspensão da paralisação. As regiões Oeste, Médio Norte e Norte decidiram interromper o movimento. O Poder Judiciário de Mato Grosso aguarda um posicionamento.

De acordo com o representante do sindicato em Sinop, Gilmar Pandolfo, os servidores tiveram os pontos cortados desde o dia 13. Em função, da liminar concedida pelo desembargador Adilson Polegato de Freitas, na segunda-feira (20), que considerou o movimento ilegal e determinou que voltassem ao trabalho. Além de multa diária ao sindicato de R$ 20 mil.

Leia também:  Seges alerta servidores para fim do recadastramento

O presidente do tribunal, Orlando Perri, pediu, na sexta-feira (24), para suspender o movimento para que as negociações avancem. Ele também ofereceu a garantia de apresentar o acordo entre as partes ao Tribunal Pleno. Cada comarca terá um representante para acompanhar os avanços.

A assessoria do tribunal confirmou que das 79 comarcas do Estado, somente 11 informaram oficialmente que os servidores estão em greve e também a suspensão de prazo. São elas Cuiabá, Diamantino, Guiratinga, Jaciara, Poconé, Poxoréu, Primavera do Leste, Nova Mutum, Terra Nova do Norte, Rio Branco e Rondonópolis.

Outras 48 informaram ao tribunal que não aderiram ao movimento ou que já teriam voltado à normalidade. As demais comarcas não se pronunciaram. Os servidores reivindicam auxílio alimentação de R$ 900, avaliação das progressões com pagamento já em 2014. Já o Tribunal de Justiça, conforme Só Notícias já informou, alega que não tem recursos para atender todas as reivindicações dos servidores, como as progressões salariais horizontal e vertical. A corte concedeu reposição salarial de 6,2% retroativos a primeiro de maio, e de cerca de 30% no auxílio alimentação, que atualmente é de R$ 315.

Leia também:  Cinco hospitais filantrópicos devem receber ajuda emergencial do governo de MT

Segundo o presidente do tribunal, o auxílio alimentação reivindicados significaria um impacto de R$ 30 milhões em 2013 (junho a dezembro), de R$ 52 milhões em 2014 e de R$ 55 milhões em 2015.

Em Sinop, 56 dos 89 profissionais aderiram a greve. Em Alta Floresta, 16 dos 56 pararam de trabalhar. Em Nova Mutum, 90% dos profissionais estão em greve. Em Sorriso, dos 79 servidores, apenas oito aderiram, na terça-feira (21), ao movimento.

Os 30 profissionais em Lucas do Rio Verde trabalham normalmente. O sindicato estima que dos 5,5 mil profissionais, 80% suspenderam as atividades normais.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.