Civis, Militares e Ministério Público participaram da operação para capturar o acusado - Foto: Aparecido Marden / Alto Taquari em Pauta
Civis, Militares e Ministério Público participaram da operação para capturar o acusado – Foto: Aparecido Marden / Alto Taquari em Pauta

Durante uma coletiva de imprensa realizada na delegacia de Alto Taquari, o enfermeiro Evanderli de Oliveira Lima, acusado do assassinato da juíza Glauciane Chaves de Melo foi apresentado pela polícia. Em seu depoimento, ele disse que cometeu o crime por não aceitar o fim do casamento e estar com ciúmes da juíza que já se encontrava em outro relacionamento.

“Chegamos a conversar, ela disse para sermos amigos, mas eu não aceitei”, alegou o acusado. O enfermeiro contou que pensou que o tiro havia atingido apenas o peito da juíza e que ao sair do Fórum não sabia que ela estava morta. Ele afirmou que tinha acesso à sala da juíza e que por isso os funcionários do Fórum não têm culpa de nada.

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Quanto à procedência da arma usada no crime, um revólver calibre 32, ele deu a versão de que quando soube que iria com a magistrada morar em Alto Taquari, resolveu comprar uma arma com a ideia de que na cidade não gostavam de juiz, ou seja, segundo o enfermeiro para sua própria defesa e de sua esposa.

Evanderli estava com vários arranhões pelo corpo - Foto: Aparecido Marden / Alto Taquari em Pauta
Evanderli estava com vários arranhões pelo corpo – Foto: Aparecido Marden / Alto Taquari em Pauta

O delegado de Alto Taquari, João Ferreira Borges Filho, contou que durante o dia o enfermeiro se escondia debaixo de folhas para enganar a polícia e que só saía à noite para procurar água. “A luz do dia ele se camuflava com uma capa e folhagens no meio da mata e a noite andava cerca de 15 quilômetros para procurar água. Ele nega que tenha premeditado o crime”, fala o delegado.

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Para o delegado o porte físico e as condições de atleta ajudaram para que Evanderli conseguisse ficar todo esse tempo na mata. No momento da prisão, o delegado explicou que ele não resistiu e que não estava armado. “Ele tinha alguns arranhões por causa da mata e estava debilitado por não ter se alimentado”, comenta. Ao delegado, o acusado negou que tenha pego o revólver da magistrada, já que de acordo com ele, a juíza não possuía qualquer tipo de arma.

Segundo o delegado, Evanderli, deve ser transferido para Cuiabá, já que na cidade não possui presídio.

Momento em que Vandeli foi apresentado pela polícia - Foto: Aparecido Marden / Alto Taquari em Pauta
Momento em que Vandeli foi apresentado pela polícia – Foto: Aparecido Marden / Alto Taquari em Pauta

 

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