O Brasil conquistou mais quatro medalhas, neste domingo, pelo Grand Prix de Miami de judô e terminou como seleção que mais vezes subiu ao pódio, ao lado da Rússia, com oito medalhas. Foram três ratas e um bronze para os judocas que representaram o país nos Estados Unidos. No último dia de competições, foi a vez de Hugo Pessanha, Rafael Buzacarini, Mauro Moura e Walter Santos medalharem.

Pessanha fez sua estreia na categoria até 100kg e não demorou para mostrar sua adaptação, com vitórias por ippon nas três primeiras lutas, contra o americano Ajax Tadehara, o cubano Jose Armenteros e o mexicano Sergio Garcia. O brasileiro ainda bateu o canadense Dilyaver Sheykhislyamov, por yuko, mas não foi páreo para Zafar Makhmadov na final, e ficou com a prata depois de perder por wazari.

O Brasil ainda teve outro representante no pódio da mesma categoria. Foi Rafael Buzacarini, que venceu o chileno Italo Cordova e o tcheco Radek Hecl por ippon, mas perdeu para Makhmadov com um wazari. O brasileiro ainda voltou para o tatame na busca de uma medalha de bronze e conseguiu subir ao pódio depois de derrotar argentino Hector Campos, com um yuko.

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“A medalha de hoje significa um grande passo dentro da minha carreira internacional, pois é a primeira medalha que conquisto pela seleção. Já tinha ido bem em outras competições, mas faltava medalhar. Essa conquista me dá grande motivação para o futuro e eu sei que tenho capacidade de chegar a outras conquistas importantes”, comemorou Buzacarini.

Pela categoria até 81kg, Mauro Moura conquistou o bronze depois de passar pelo uruguaio Alain Aprahamian, pelo norte-americano Joshua White, pelo australiano Eoin Coughlan e pelo mongol Tuvshinjargal Gan. “O resultado foi muito dentro das minhas expectativas por todo o esforço e dedicação que eu sempre tive. O sabor de uma medalha como essa é tão bom que eu nem consigo explicar em palavras, pois você lembra de tudo que passou para chegar até aqui. Mas isso tudo sempre pensando que essa competição já passou e, agora, tenho de me dedicar cada vez mais”, declarou.

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Walter Santos também conquistou a medalha de bronze depois de uma grande luta contra o Oscar Brayson, vencida comum ippon do brasileiro. Em sua campanha, o judoca ainda triunfou sobre o belga Benjamin Harmegnies e o australiano Jake Andrewartha, porém foi para a disputa da repescagem depois de perder para o sul-coreano Soo-Whan Kim.

Os outros brasileiros que lutaram neste domingo não conseguiram chegar ao bloco final. Felipe Costa (81kg), caiu logo na estreia, ante a Altanbagana Gantulga (MGL); Bárbara Timo (70kg) triunfou na luta inicial, contra a americana Leah Fisher, por Ippon, mas caiu na sequência para a japonesa Haruka Tachimoto, número 11 do Ranking da FIJ; Eduardo Santos (90kg) venceu o combate inicial contra o dominicano Cristian Gomera, mas não levou sorte na luta seguinte, versus o americano Jacob Larsen; e Daniel Hernandes, assim como Hugo Pessanha, voltando à seleção, perdeu na estreia contra o jovem romeno Daniel Natea, atleta em ascensão, por ippon.

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“A equipe que foi a Miami é, em sua grande maioria, muito jovem, com a adição de alguns atletas mais experientes que foram em busca da recuperação de seu ritmo de combate. Levando isso em consideração, foi muito bom. Claro que o Brasil atingiu um patamar onde sempre esperamos pelo menos uma medalha de ouro. Então, faltou o ouro. Mas com o Mauro no pódio, o Hugo – que talvez em ritmo tivesse ganho, retornando bem – fica evidente que a estratégia deu certo. Todos os atletas que lá estavam irão melhorar”, analisou o gestor técnico da seleção brasileira principal, professor Ney Wilson.

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