O que antes era quase um artigo de luxo, hoje é necessidade-Foto:Reprodução
O que antes era quase um artigo de luxo, hoje é necessidade-Foto:Reprodução

Há muito tempo, muros altos e portões com cadeados não são mais garantia de segurança. O medo crescente diante da violência tem impulsionado o mercado de segurança eletrônica nos últimos anos. Soma-se a isso a evolução da tecnologia, item fundamental nos sistemas de segurança. E  não são só casarões que têm sistemas de segurança, como também residências espalhadas pelos quatro cantos da cidade. Alarmes, cercas elétricas e câmeras são os itens mais vendidos neste segmento.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), apenas em 2012, o país registrou um crescimento de 9% no setor. O faturamento ficou em torno de R$ 4,2 bilhões.  De acordo com Nilson Cardoso Pereira, proprietário de uma empresa de segurança, os números indicam a mudança de perfil do sistema de segurança eletrônico.

Leia também:  Mais de 80 pessoas são presas em flagrante em operação contra a pedofilia

O que antes era quase um artigo de luxo, hoje é necessidade. Alarmes e cercas elétricas já fazem parte do projeto das obras da maioria das casa. Eles são colocados de imediato, como o telefone. As câmeras ainda aparecem em menor número, mas a procura por elas está crescendo. Como o custo é maior, as pessoas esperam um pouco mais para este tipo de instalação.

Muitos moradores optam por um pequeno número de câmeras no início e, aos poucos, investem mais”, disse o especialista, que está há dez anos no ramo e que agora, diante do crescimento do mercado, resolveu investir na sua própria empresa, em parceria com sua mulher, Alessandra Soler Pereira.
Mesmo diante deste desenvolvimento, o número de domicílios que investem em um sistema de segurança ainda está longe de ser expressivo, afirma José Roberto Sevieri , diretor da Feira Internacional de Segurança (Exposec), realizada anualmente em São Paulo.

Leia também:  Adolescente é estuprada dentro de ônibus coletivo no RJ

Santini afirma que as pessoas ainda ficam apreensivas quanto ao valor investido e quanto a real necessidade de um sistema. Em geral, só decidem quando a necessidade bate à porta. “Uma parcela significativa dos nossos clientes só procura pelos serviços depois que acontece alguma problema”, conta.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.