Em uma área de três hectares a rentabilidade com o cultivo do cacau pode chegar a R$ 12 mil por ano. Foto Ilustrativa
Em uma área de três hectares a rentabilidade com o cultivo do cacau pode chegar a R$ 12 mil por ano. Foto Ilustrativa

A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), disponibilizou na safra 2011/2012 mais de 200 mil sementes de cacau para produtores do município de Cotriguaçu. Como mais uma alternativa de renda para os agricultores familiares, o técnico florestal da Empaer, João Rodrigues dos Santos, fala que numa área de três hectares a rentabilidade com o cultivo do cacau pode chegar a R$ 12 mil por ano.

No Estado de Mato Grosso o cultivo do cacau ocupa uma área de três mil hectares, com uma produtividade média de 450 quilos/ha. Conforme levantamento, no município e distrito de Nova União, a produção abrange uma área de 60 hectares. O extensionista do Ceplac, Ivan Dias da Rocha, enfatiza que as mudas são distribuídas gratuitamente aos produtores interessados no cultivo. Ele destaca que a finalidade é atingir uma área de 50 mil hectares de cacau, num período de 10 anos. “Transformar Mato Grosso num grande pólo com o plantio da cultura”, fala Ivan.

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Desde 2007, o produtor rural Adão da Silva Filho, do Assentamento Nova Cotriguaçu, investe no cultivo sustentável com a lavoura de café e cacau. O plantio consorciado tem promovido o interesse do produtor em expandir a área de cacau que produz em média mil quilos de amêndoa por hectare, permitindo uma rentabilidade acima de R$ 4 mil por hectare. A cada ano planta 500 mudas de cacau e pretende irrigar toda a lavoura com o objetivo de produzir o ano todo.

Numa área de 56 hectares cultiva sete hectares de cacau e sete hectares de café. Pioneiro no sistema agroflorestal na região, o produtor Adão, fala da importância em cultivar duas culturas perenes, ou seja, a cafeicultura tem garantido a segurança da propriedade com uma produção de 600 quilos de café limpo por hectare, permitindo uma renda anual de R$ 15 mil em todo área produzida. “Estou satisfeito com as lavouras e pretendo plantar mais cacau para garantir a sustentabilidade da propriedade”, comenta Adão.

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É do cacau que se faz o chocolate através da moagem das suas amêndoas secas e moídas em processo industrial ou caseiro. Outros subprodutos do cacau incluem sua polpa, suco, geleia, e sorvete. Segundo João Rodrigues, o cacaueiro começa a frutificar com dois anos, produzindo normalmente a partir do quarto até os 80 anos após plantio. “A lavoura do cacau permite a fixação das famílias no campo e torna a propriedade rural mais viável economicamente”, conclui Rodrigues.

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