AL MTEmbora o líder do governo na Assembleia Legislativa, Romoaldo Júnior (PMDB), garanta que, do total de R$ 72 milhões em emendas parlamentares de 2012, cerca de R$ 50 milhões já foram pagos, deputados continuam reclamando da falta de liberação dos recursos.

A maioria das queixas parte da oposição, mas membros da base governista também contestam os dados repassados pelo peemedebista.

Luciane Bezerra (PSB) afirma que dos R$ 3 milhões em emendas propostas por ela, apenas R$ 100 mil foram pagos até agora. Ela crê em perseguição por não pertencer à base aliada.

“Sei que os deputados mais próximos ao governador já têm 100% das emendas executadas. Isso penaliza municípios por uma questão partidária. Destinei minhas emendas à saúde, se tivessem sido pagas, parte da deficiência do governo na área já teria sido amenizada”.

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Ademir Brunetto (PT) diz que nenhuma de suas emendas de 2012 foi paga. Ressalta ainda que, em 2010, o Executivo alegou dificuldade financeira e “cortou” os valores, retirando autonomia dos deputados.

Isso porque as emendas parlamentares correspondem a uma parcela do orçamento anual do Estado aplicada a critério dos deputados. Por meio delas, os legisladores podem interferir na alocação de recursos, destinando-os para atender as regiões que representam.

Parte da base governista, Antônio Azambuja (PP) diz que apenas R$ 1 milhão de suas indicações foi empenhado até agora. Ele aponta que, em muitos casos, a obra para qual o dinheiro é destinado é concluída sem que o repasse chegue, o que impede a inauguração.

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O problema se arrasta, segundo o progressista, desde agosto de 2012. “Fizemos uma reunião com o secretário Pedro Nadaf (da Casa Civil) há cerca de 90 dias e ele garantiu que começaria o pagamento de todos os projetos com documentação regular. Mas até hoje nada caminhou”.

Azambuja acredita ainda que a renovação do quadro de prefeitos, com a eleição de 2012, aumentou a dificuldade de manter a documentação dos projetos em dia. Algo essencial para o recebimento dos valores.

Romoaldo, por sua vez, sustenta que já foram pagos cerca de 70% do valor previsto. “Esperamos liquidar todas as emendas até o final deste semestre. Os projetos que estão faltando é porque as prefeituras estão sem a documentação”, alega.

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No entanto, diz que até emendas de sua autoria ainda não foram executadas. O peemedebista avalia, no entanto, que mesmo com a não liquidação das emendas do exercício passado, a situação é melhor do que a dos repasses federais, que têm deixado a desejar ainda mais.

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