O Banco Central (BC) emitiu nesta sexta-feira (28) um sinal claro de sua incerteza quanto à política fiscal do governo. A autoridade monetária apresentou projeções para indicadores fiscais em 2013 com três cenários diferentes de geração de superávit primário pelo setor público não financeiro.

O BC já tinha divulgado estimativas com dois cenários distintos em outras ocasiões, embora normalmente divulgue projeções para apenas um deles. Essa é a primeira vez que o BC trabalha com três possibilidades de resultado primário. Os dados foram apresentados pelo chefe do departamento econômico da instituição, Tulio Maciel, durante entrevista coletiva para comentar os indicadores fiscais de maio.

Na hipótese de cumprimento da “meta cheia” de R$ 155,9 bilhões, o BC calcula que a dívida líquida fecharia o ano em 33,7% do PIB, a dívida bruta em 59,7% do PIB, o déficit nominal em 1,5% do PIB e a conta de juros, em 4,7% do PIB.

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Para esse cenário, as projeções anteriores eram, respectivamente, 34,1%, 59,2%, 1,2% e 4,5% do PIB. Em 2012, esses percentuais em relação ao produto foram, respectivamente, de 35,2%, 58,7%, 2,47%, 4,87%.

Caso o setor público faça um superávit primário de 2,3% do PIB, como prometeu o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nos últimos dias, as estimativas do BC indicam que a dívida líquida seria de 34,6% do PIB, a dívida bruta, de 62,2% do PIB, o déficit nominal, de 3,4% do PIB e os gastos com juros, de 4,7% do PIB.

Na hipótese de um superávit de 1,95% do PIB (resultado alcançado na leitura em 12 meses até maio), a dívida líquida fecharia 2013 em 34,9% do PIB, a dívida bruta em 60,4% do PIB, o déficit nominal em 2,7% do PIB e as despesas com juros em 4,7% do PIB.

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Todos os cenários consideram para 2013 um crescimento econômico de 2,7%, inflação de 5,86%, medida pelo IPCA, e de 4,72%, medida pelo IGP-DI. A premissa quanto à taxa básica de juros leva em conta uma Selic média de 8,19% ao ano em 2013, informou ainda Maciel.

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