A Procuradoria do TJD-RJ (Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro) e a defesa do meia Deco recorreram da pena de 30 dias, imposta ao jogador do Fluminense no caso de doping, no dia 14 deste mês. Um novo julgamento será marcado nos próximos dias, após as duas partes se manifestarem num prazo de três dias sobre o recurso apresentado. O camisa 20 tricolor poderá ser suspenso por dois anos.

O camisa 20 foi punido por uso de hidrocloratiazida (diurético que combate a hipertensão arterial) e carboxi-tamoxifeno (tipo de hormônio), mas como havia cumprido preventivamente, estava liberado para atuar. Deco tem treinado normalmente e participou de um amistoso da equipe carioca contra o Orlando City no último sábado, durante excursão aos Estados Unidos.

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A defesa do jogador argumentará que ele não teve responsabilidade na contaminação dos comprimidos, apresentando exames que comprovam o baixo nível das substâncias proibidas na amostra que confirmou o doping. Deco contratou a defesa particular do escritório Bichara e Motta Advogados. No primeiro julgamento, a argumentação foi liderada por Bichara Neto e Marcelo Franklin, que conseguiu inocentar o nadador Cesar Cielo em 2011 no TAS (Tribunal Arbitral do Esporte).

Deco declarou recentemente que se despedirá do Fluminense no final desta temporada, mas não sabe se continuará jogando futebol profissionalmente. Ele tem propostas de equipes dos Estados Unidos e cogita atuar até 2015 na MLS (Major League Soccer), primeira divisão do futebol norte-americano.

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Deco foi julgado e condenado no TJD-RJ por unanimidade com base no artigo 14 do Regulamento de Controle de Doping da Fifa por ter infringido o artigo 6, itens 1, 2 e 3 (é dever de cada jogador garantir que nenhuma substância proibida entre em seu organismo; quando, na segunda amostra, é confirmada a substância proibida; a presença de qualquer quantidade de substância proibida é considerada uma violação à regra), e o artigo 7, itens 1 e 2 (não é necessário intenção, culpa, negligência ou uso consciente por parte do jogador para comprovar uma violação à regra; para se caracterizar uma violação, é suficiente o uso ou a tentativa de utilização da substância proibida).

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Relembre o caso
Deco foi flagrado no exame antidoping após a vitória por 2 a 0 sobre o Boavista, no dia 30 de março, pela Taça Rio. O teste positivo do meia foi o terceiro em um grande clube Carioca deste ano. O primeiro foi do meia Carlos Alberto, pego na vitória cruzmaltina sobre o próprio Flu por 3 a 2, na semifinal da Taça Guanabara. Depois, foi a vez do atacante Michael, também da equipe das Laranjeiras, que admitiu uso de cocaína e ainda não foi julgado pelo TJD.

 

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