Usando um jargão da Fórmula um, podemos dizer que o Brasil dominou o Panamerican Open de San Salvador de ponta a ponta. O país teve representantes no pódio em todas as categorias que disputou: foram sete ouros, três pratas e quatro bronzes, o que rendeu a primeira colocação no quadro de medalhas. Para se ter uma ideia do domínio brasileiro, o segundo lugar, a Grã-Bretanha, teve apenas dois ouros e seis medalhas no total. Um dos destaques foi a categoria meio-pesado masculina onde a final foi verde e amarela. E Rafael Buzacarini levou a melhor sobre Hugo Pessanha e faturou o ouro depois de ter ficado com o bronze no Grand Prix de Miami. Já Pessanha faturou a terceira prata nas três competições que disputou depois de quase um ano parado por conta de uma lesão no joelho.

“Essa medalha de ouro é bastante importante para mim, que estou chegando agora numa categoria com tantos atletas de alto nível. Além disso, tem o Hugo, um concorrente direto muito duro. Ganhar dele me deixa extremamente confiante de que eu possa me firmar na categoria”, disse Rafael.

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Ainda no domingo, Eduardo Santos (90kg) subiu ao lugar mais alto do pódio. Entre os pesados, Walter Santos (+100kg) foi prata e Daniel Hernandes bronze. Bárbara Timo (70kg) foi derrotada na decisão pela venezuelana Maria Rojas e garantiu a prata. E Mauro Moura (81kg) repetiu o bronze que havia conquistado no Grand Prix de Miami na semana passada.

“Fiquei um pouco chateado com a derrota para o argentino porque lutei bem. Mas o importante é que não fiquei abatido, mantive a cabeça no lugar e assegurei mais alguns pontos importantes nesse longa jornada até os Jogos de 2016”, disse Mauro Moura.

No sábado, Nathália Brigida (48kg), Raquel Silva (52kg), Flávia Gomes (57kg) e Eric Takabatake (60kg) ficaram com o ouro. Mariana Silva (63kg) foi bronze. Na categoria até 66kg, a disputa entre brasileiros foi intensa. Charles Chibana (66kg) venceu Leandro Cunha na decisão da chave e acabou faturando o ouro. Na disputa pelo bronze, o “Coxa” passou por Luiz Revite na luta pelo bronze.

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“A luta com o Coxa foi a mais difícil. Foram cinco minutos de luta, os dois entrando golpes, uma luta aberta que foi decidida nos detalhes. Estou muito feliz por ter conseguido cumprir meu objetivo mesmo lutando com uma pequena lesão no joelho”, disse Chibana.

“Eu fiquei praticamente cinco meses afastado das competições por causa de uma lesão e estou muito satisfeito, não só pela medalha mas, principalmente, por ter voltado a competir em alto nível. Ainda não estou cem por cento mas acredito que estou no caminho certo em busca de novos objetivos”, disse Leandro Cunha, duas vezes prata em Mundiais.

Como não poderia deixar de ser, a comissão técnica ficou satisfeita com o desempenho da equipe brasileira na Panamerican Open, antiga Copa do Mundo, que distribuiu cem pontos para o campeão, 60 para o segundo e 40 para o terceiro, o que deverá fazer os medalhistas ganharem algumas posições no ranking mundial.

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“Fomos para San Salvador com uma equipe com muitos atletas jovens e com alguns mais experientes, voltando de lesão – como é o caso da Mariana Silva, Hugo Pessanha e Daniel Hernandes. E todos fizeram o dever de casa. A competição não teve um nível muito alto mas conseguimos medalhas em todas as categorias que disputamos e isso é muito positivo. Tenho certeza que todos saem mais confiantes para as próximas competições”, analisou Ney Wilson, gestor técnico das equipes adultas.

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